A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 17/06/2020
O filósofo John Locke teorizou o direito de rebelião da sociedade civil em oposição a um governo despótico, mostrando que o poder só é autêntico na proporção que é fruto da concordância dos governados expresso abertamente através de representantes eleitos. Nesse sentido, nota-se que a participação do cidadão na politica é fundamental para a ocorrência de mudanças permitindo um avanço na convivência social. Além disso, exercer cidadania permite a expressão de anseios acima da vontade do Estado, afim de mostrar um pensamento crítico.
Inicialmente, pode-se destacar a carência de debates acerca de temas políticos como um dos fatores limitantes da participação efetiva das pessoas. De acordo com o filósofo Platão, o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus. Analogamente, a falta de atuação no cenário social é o motivo da insatisfação para com os seus representantes. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, cerca de 56% dos entrevistados afirmaram se importar com eleições apenas quando se trata das presidenciais. Desse modo, é inadmissível a ideia, na qual, em um país oficialmente democrático, uma parcela dos cidadãos mantenham esse desinteresse pelos temas sociais e negligenciem os direitos de liberdade política, de liberdade de expressão e de atuar suas cidadanias.
Portanto, ao considerar os tópicos discutidos anteriormente, é notório a relevância da participação na política para a determinação de um país justo. E ainda conclui-se a influência negativa do ‘‘senso comum’’ atribuída à ignorância, a qual deve ser modificada nos ensinos fundamentais e médio com aulas de sociologia. Logo, é necessário conscientizar o cidadão de sua utilidade, pois em uma sociedade democrática a jurisdição pertence ao coletivo.