A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 07/08/2020
Na década de 1980, viu-se uma sociedade que foi às ruas reivindicar pelos seus direitos cidadãos, ficando conhecida como as “Diretas Já”. Todavia, no hodierno cenário brasileiro, é notório um comodismo das pessoas em relação à participação política, distanciando-se desse marco histórico. Nesse sentido, os desafios para a efetiva participação ocorrem devido à carência de educação política nas escolas, bem como devido à falta de debates que deem poder de fala para todos. Em primeira análise, cabe destacar que a educação escolar voltada para política ainda é carente. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela, tampouco, a população muda. Sob essa ótica, é perceptível que para ocorrer essa mudança, gerando mais participação cidadã dos brasileiros, é necessário mais investimento educacional, tanto na capacitação de professores, como na produção de eventos de cunho reflexivo e informativo, uma vez que, para que haja engajamento, as pessoas precisam entender a importância e a função dentro do ramo político. No entanto, nota-se o oposto desse ideal, já que os investimentos ainda são poucos. Logo, é imprescindível a transformação desse cenário. Além disso, há uma carência de mais discussões políticas entre os cidadãos, de forma que inclua também os menos favorecidos. John Rawls, filósofo norte-americano, afirma que para que haja justiça social em um país é preciso dar o máximo de oportunidades a quem tem menos. Entretanto, percebe-se que, no Brasil, não há essa justiça, tendo em vista que grupos mais reprimidos (como mulheres, negros, índios e LGBTs) não participam, na maioria das vezes, de debates e discussões sobre direitos e engajamento social e, muitos, não entendem seu papel dentro dessas lutas e na cobrança aos políticos por um país melhor, agravando a problemática. Por conseguinte, é indiscutível a necessidade de reverter esse quadro para que a justiça e inclusão social. Portanto, para a efetiva participação política, o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, deve investir em educação política, por meio de capacitação de professores, implementação de matéria escolar de cunho político e debate (aberto a todos, em especial aos mais excluídos), com o auxílio de profissionais formados em direito, haja vista que têm mais conhecimento que podem melhorar esse quadro, a fim de promover um verdadeiro engajamento. Desse modo, ocorrerá um grande avanço nacional, assim como na década de 1980.