A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Pelo conhecimento histórico do século XX, sabe-se que eleger democraticamente não é o suficiente, visto que Hitler, por exemplo, foi eleito por uma grande porcentagem da população e mesmo assim reprimiu muitas pessoas. Sob essa ótica, a participação política deve interferir intimamente em todos os processos de um mandato e necessita ser constantemente posta em vigor. Nesse contexto, é possível analisar que esse ato é de extrema importância para evitar o “ativismo de sofá” e precaver os discursos ditatoriais.

Em primeira análise, tem-se que, com a popularização da internet, a questão do posicionamento político tem ficado cada vez mais restrito às redes sociais. De acordo com Karl Marx, a alienação se sustenta no processo de privação da realidade, o que se configura uma verdade vivida pelos jovens que não vão às ruas se manifestarem em busca dos seus direitos. Dessa forma, é perceptível que essa posição diante do exercício da cidadania age negativamente sobre a forma como o alto escalão vê a sociedade que, hoje, está em estado de inércia.

Em segunda análise, pode-se alegar que as etapas para implantação de regimes opressores, diz muito sobre como está o corpo social naquele momento. Segundo Karl Marx, o modo de pensar e agir é resultado do contexto, fato esse que é comprovado ao se analisar os antecedentes do Golpe de 1964, que contava com uma política instável que resultou na renúncia do então presidente. Desse modo, é notório que o espaço representativo do cidadão deve ser sempre ocupado com rigor para não culminar numa população subordinada a um tipo de governo.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Ministério da Educação instaurar debates políticos a partir do ensino fundamental II, por meio da inserção dessas aulas no calendário escolar de todas as escolas brasileiras, como forma de moldar o senso crítico desde a infância. Espera-se, com isso, formar cidadãos que participem ativamente da política para, assim, efetivar a cidadania.