A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Segundo Aristóteles, o homem é naturalmente feito para a sociedade política. No atual cenário democrático, cabe ao indivíduo participar da política, consciente da competência que tem. Nesse conjectura, corrobora-se a importância da participação nas decisões daquilo que está em discussão na sociedade. Contudo, o Estado ainda falha no que tange o incentivo ao desenvolvimento e a efetivação da cidadania no Brasil.

A priori, é lícito avaliar que a participação política, além de se um direito de todos, trata-se de uma grande responsabilidade. Nessa perspectiva, a teoria do Imperativo Categórico, de Imannuel Kant, preconiza que as ações devem ser pautadas na ética e moral. Partindo dessa tese, é válido que a decisão de engajar-se ativamente nas decisões estadistas contribui para o aprimoramento da democracia. Nesse sentido, o cidadão deve estar ciente da sua importância no quadro político em várias situações, como por exemplo, por meio do voto, de discussões sociais e econômicas, haja vista que tais atitudes geram melhorias coletivas.

Em segundo plano, vale destacar que, apesar da importância da atuação no âmbito político e sua correlação com a cidadania, a negligência governamental ainda prejudica esse processo. Sob tal ótica, a obra “Utopia”, do político Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, onde um corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Contudo, paralelo ao contexto do ensino político, a hipótese defendida pelo autor configura-se desfeita, posto que as instituições de ensino falham no seu papel de promover a formação de pessoas conscientes e engajadas. Dessa maneira, o indivíduo terá dificuldade em entender o contexto no qual está inserido e conhecer suas funções como cidadão.

Infere-se, portanto, que o exercício da cidadania depende do engajamento nas decisões publicas- administrativas. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação, órgão federal é melhorar a educação no território nacional, elaborar mudanças na grade curricular escolar, por meio da implantação de aulas sobre política e cidadania com professores especializados, além de debates que abordam quais os meios e como agir para a efetuação da responsabilidade social, com o intuito de estabelecer um cenário no qual os cidadãos estarão cientes de sua importância para o progresso do país e, assim, na sociedade democrática brasileira, em que a voz popular realmente será levada em conta, a cidadania será realmente exercida por toda população. Com isso, se tais propostas forem postas em prática, o pensamento do filósofo Aristóteles irá se materializar.