A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Em 1824, na primeira constituição brasileira outorgada por Dom Pedro, apenas homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada (100 mil mirreis) podiam votar. Essa não é mais uma realidade contemporânea, porém, cada vez mais a população está perdendo o interesse na política. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descrédito no sistema democrático atual quanto da falta de debates sobre temas políticos.
Primeiramente, é de extrema importância pontuar que a descrença no sistema político contribui para a permanência dessa problemática. Sendo assim, é evidente que, em virtude das negligencias cometidas pelos sistemas anteriores, a sociedade se torna relutante à participação, bem como na efetivação do papel da cidadania. Isso é comprovado pela pesquisa feita pelo G1, na qual a soma das abstenções, nulos e brancos, em 2018, passa de 30%.
Ademais, é imperativo ressaltar que a carência de debates acerca de temas políticos nas escolas cria jovens sem senso crítico e comum. Segundo Platão, o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus. Contudo, a falta de atuação no cenário social é o motivo da insatisfação para com os seus representantes. De acordo com pesquisa do Datafolha, cerca de 56% dos entrevistados afirmam se importar com eleições somente quando se trata das presidenciais, o que é inadmissível.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. O Governo Federal, especificamente o órgão legislativo, deve abrir oportunidades para a população se engajar nos projetos, permitindo que votem em pesquisas feitas online, para que com isso, efetivem a cidadania. Além disso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Educação, irá reverter em palestras e debates com profissionais da área da política, com o objetivo de estimular o pensamento crítico dos alunos.