A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A Constituição de 1988 foi pautada em princípios de igualdade e inclusão, o que favorece a participação política - como o voto, por exemplo - para efetivar atividades cidadãs no Brasil. Nesse sentido, verifica-se que a Magna Carta atrela-se em premissas que buscam o aprimoramento democrático, os quais garantem os direitos e deveres da sociedade. Assim, com o intuito de ampliar a importância participativa no que tange à política como meio positivo à cidadania torna-se necessário discutir o crescimento de ações éticas e a evolução do senso crítico no corpo coletivo.
Em primeiro plano, o engajamento político auxilia o crescimento de comportamentos éticos - como o despejo adequado do lixo, o qual poderia perpetuar benefícios socioambientais, por exemplo. Segundo o “Princípio Responsabilidade”, de Hans Jonas, o corpo social viabilizou dominações a natureza, o que pressupõe que indivíduos devem responsabilizar-se mediante suas ações, a fim de resguardar o bem social. Partindo dessa linha de pensamento, a atuação política promove conceitos éticos, pois difundi reflexões racionais, o que reproduz a conscientização em aspectos relacionados à problemáticas sociais - como a corrupção-, dando assistência para resoluções. Dessa modo, a adesão política constitui o crescimento da cidadania, juntamente ao desenvolvimento comunitário.
Ademais, a atividade política intensifica o pensamento crítico, o que proporciona positividades à sociedade. De acordo com a “Teoria da Ação Comunicativa”, de Jurguen Habermas, a difusão do debate público à população transmite conceitos da democracia - como o cumprimento da lei -, isto é, a paridade do acesso à argumentação e contribuição ao modelo coletivo. Sob essa ótica, comunidades que utilizam o combate político e reflexivo como meio de solucionar adversidades adquirem características comunicativas, demonstrando o positivo exercício cidadão, o qual influencia, também, essa tendência a outros grupos - como bairros, por exemplo -, procriando uma teia de incentivo ao diálogo. Dessarte, a introdução de interlocuções tornam-se cruciais à cidadania, incrementando a racionalidade crítica.
Nessa perspectiva, portanto, evidencia-se a necessidade de disseminar a política, apontando que é imperativa à cidadania. Primeiramente, é preciso que o Governo Federal e as Ongs, por meio de doações, criem programas - os quais deverão disponibilizar cursos na internet e em sites dos governos estaduais - que deverão facilitar a admissão ao debate público, distribuindo materiais didáticos referentes à relação cidadã no Brasil condizente à política, com o objetivo de defender e propriciar o melhoramento ético e crítico da população. Logo, ofertando contribuições a métodos democráticos, fixando normas constitucionais.