A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 06/03/2021
Consoante Aristóteles, filósofo grego, afirma em seu livro “Ética a Nicômaco’’, que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Contudo, tal sentimento não é visto na sociedade brasileira, uma vez que há empecilhos em torno da importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil. Com efeito, essa problemática tem como bases a letárgica atuação estatal, bem como a passividade social. Logo, é imperioso buscar ações interventivas para esse cenário hodierno.
Nesse contexto, historicamente, o Poder Público brasileiro não investe de maneira efetiva para resolver esse impasse. Assim, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, retrata na sua obra ‘‘Retrotopia’’, que o Estado, de forma intencional, é o principal causador de impetuosidades, em que não promove políticas públicas distributivas, conjunto de ações para reverter, atenuar e prevenir problemas sociais,. Nessa perspectiva exemplifica isso, a ausência de ensino crítico sociopolítico nos principais centros de educação. Sob esse viés, há a trangressão da Carta Magna, visto que não se oportuniza o direito à educação, pois é inviabilizada a ação integral de tal mecanismo júridico. Diante do exposto, enquanto o governo for negligente o Estado Democrático de Direito será utópico.
Por outro lado, a passividade da teia coletiva é agente catalisador dessa questão. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramango em sua obra ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, caracteriza a alienação da sociedade frente ás mazelas sociais, em que devido a construção histórica deturpada proporcionou que somente a elite obteve acesso a participação política e a cidadania. Sob essa ótica, tem como consequência a marginalização da população na promoção na esfera política, o crescente aumento dos casos de corrupção e a descrença da cidadania como mudança social. Dessarte, evidencia o círculo vicioso gerado, uma vez que esse comportamento tende a ser incorporado à vivência em grupo.
Portanto, urge a necessidade de medidas para remodelar os fatores políticos e sociais. Para isso, o Poder Executivo, sobretudo na voz no Ministério da Cidadania e da Educação, deve inserir nas escolas e universidades disciplina de política e cidadania, por meio de especialização de profissionais e atividade lúdicas, tais como: palestras, oficinas e debates que possam ocasionar o senso critíco, em que altera-se a Lei de Diretrizes Orçamentárias — através de ações de redirecionamento do setor financeiro —. Além disso, é necessário buscar inecentivar as comunidades a votar e procurar saber a relevância da participação política, a fim de reverter esse panorama. Desse modo, os fundamentos do feito “Ética a Nicômaco’’ estará presente na sociedade.