A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 12/03/2021
João, um idoso analfabeto e morador do subúrbio brasileiro, não sabe da importância em exercer sua participação política, mal sabe dos seus direitos e nem se quer vai votar nas eleições. Analogamente, assim como na narrativa ficcional abordada, a necessidade da participação política é um entrave histórico que perdura hodiernamente na sociedade. Assim, essa problemática é legitimada a partir da ausência de votantes nas eleições municipais/federais e pela falta de informação sobre os direitos assegurados.
Em primeira análise, a Constituição de 1988 assegura a todos os direitos propostos na Carta Magna, incluindo o direito do indivíduo de votar. Certamente, o voto é a caracterização do conceito de democracia- em que as decisões politicas de um determinado lugar é definida pela votação popular-, e está presente na sociedade desde o período Colonial do Brasil, porém, sofreu diversas modificações, como a inclusão do voto feminino, que antes era restrito aos homens e tem grande importância na sociedade. Entretanto, apesar de ser de fundamental importância e significatividade para a participação política, muitos cidadãos não exercem o seu papel ou vendem seu voto-votando em quem lhe beneficia-. Assim, o voto perde o seu real significado, tornando esse, uma pauta que precisa ser solucionada.
Em segunda análise, o livro “Cidadão de papel”, do escritor Gilberto Dimenstein, aborda um problema recorrente na sociedade- o cidadão que não reconhece os seus direitos e deveres-, em que os direitos básicos assegurados na Constituição são violados, rompendo com o conceito de isonomia, que garante a todos a igualdade. Por esse viés, é válido ressaltar que, muitos homens e mulheres não se informam a respeito da cidadania que lhes é incontestável e acaba não participando ativamente na sociedade, vivendo como meros cidadãos de papel. Assim, importante que todos saibam da importância de saber dos seus direitos e deveres, que são adquiridos através da política.
Em suma, o Governo, por meio do Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com órgãos municipais, deve criar uma disciplina de educação básica que ensine, desde criança, a importância de exercer corretamente a cidadania e saber do que lhes é assegurado, por meio do acesso a Carta Magna, fornecendo o acesso as informações básicas, além disso, deve criar campanhas de conscientização sobre a necessidade de votar e de fazer as escolhas baseadas nas propostas dos candidatos, visando a segurança e a eficácia da participação, afim de reduzir o problema social direcionado a política. Dessa forma, a sociedade se tornará justa e igualitária.