A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 12/03/2021
A participação política é um pilar relevante para a manutenção da democracia no Brasil. Nessa perspectiva, os indivíduos ativos no sistema escolhem, por meio do voto direto ou indireto, qual o representante mais propício para as necessidades do país com o intuito de suspendê-las, provocando, assim, uma melhoria no bem-estar social. Todavia, de encontro com essa parcela funcional, há aqueles que isentam-se desse pleito eleitoral, seja por ignorância ou por desinteresse, ficando a mercê de outrem e ferindo a noção de cidadania - prática de direitos e deveres de um ser no Estado-.
Diante desse cenário, evidencia-se que, essa eximição, mesmo sendo feita por escolha própria, afeta tanto os não operantes como operantes dela. Tal circunstância ocorre, pois, o candidato a ser escolhido pode promover políticas públicas que oprimam aqueles não conhecedores acerca de suas propostas - indiretamente incentivadoras de tais ideiais supressores - e, por conseguinte, não impuseram-se, propiciando situações de exclusão que poderiam ser evitadas por meio da democracia representativa, aquela oportunizada justamente para dificultar esse conjuntura. Para ilustrar, encaixa-se a ideia do dramaturgo alemão Bertold Brecht, quando diz que o pior analfabeto é o analfabeto político, porque ele abstém-se do sistema e dispensa a sua autonomia, abrindo mão de colaborar em prol de seus interesses particulares e delegando aos outros esse poder.
Ademais, vale ressaltar que o Estado é promissor para a colaboração de seus cidadãos no meio político, assim como sugere a teoria do Contrato Social. Nela, o filósofo Jonh Locke diz que o Estado Natural não possuía organização política, o que restringia sua liberdade, mas, com a presença de um poder maior seria possível a fiscalização do gozo dos direitos e dessarte, o homem influiria diretamente nas decisões da sociedade civil. Dessa maneira, ocorreria o que hoje é conhecido por cidadania, com a possibilidade de uma relação mútua, em que o Governo ofereceria a sua proteção em troca da obediência às leis impostas, concordando com o ideal de que há direitos e deveres que devem ser seguidos para o bem coletivo.
Deprende-se, portanto, a magnitude da participação do povo na política. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover investimentos nas casas de ensino acerca da atuação de seus cidadãos na esfera diplomática a fim de conscientiza-los de seus atos. Isso pode ser feito por meio da inserção de aulas voltadas para o como a sociedade é construída de maneira cívica e organizada, com a ajuda de dinâmicas de “Seja o político do mês”, na qual o aluno viveria experiências de decisões importantes para todos da classe.