A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 12/03/2021
De acordo com Aristóteles, o homem é um animal político, pois possui, de forma inata, a necessidade de viver em sociedade. Desse modo, para uma convivência pacífica, as democracias; por exemplo a brasileira, possibilitam que os indivíduos escolham representantes, por intermédio da participação política, que garantam uma vida social digna. Nesse sentido, a participação política é um dos meios de efetivar a cidadania, pois ela garante o exercício de direitos políticos aos brasileiros. Contudo, desafios como o desinteresse na vida política e leiguice populacional contribuem para diminuir a participação popular nesse âmbito importante.
Primordialmente, é imperioso salientar que o desinteresse na vida política contribui para a problemática. Nesse contexto, a crescente diminuição da presença dos eleitores nas votações evidencia uma falta de preocupação da população na escolha de seus representantes e, por conseguinte, a perda do exercício da cidadania nesse aspecto. Exemplificando, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou, no ano de 2020, um recorde em abstenção: 23,14% dos eleitores não compareceram para votar, comprovando sua falta de interesse. Consoante a isso, por não atuarem como cidadãos são impedidos de reivindicar direitos ou sugerir medidas aos eleitos.
Outrossim, é importante destacar que a leiguice populacional, ou seja a falta de conhecimento dos cidadãos sobre o modo de utilizar corretamente seus direitos políticos, colabora para o problema. Dessa forma, os brasileiros se tornam vulneráveis a maniuplações e promessas falsas de candidatos, fazendo com que, indiretamente, percam a capacidade de escolher, por conta própria, o candidato que melhor corresponda a suas necessidades. Analogamente, na República velha, os menos favorecidos eram submetidos ao voto de cabresto, onde o coronel os obrigava a votar em seu candidato com ameaças ou promessas de favores, extinguindo sua capacidade de agir de forma cidadã. Hodiernamente, isso se verifica nos políticos que " compram o voto", agindo de forma semelhante aos coronéis e retirando a participação política plena dos manipulados.
Portanto, medidas devem ser elucidadas paara conter o impasse. Assim, cabe ao Ministério da Educação democratizar, de forma urgente, por meio de palestras nas redes sociais, como Instagram, informações de como usar o direito de eleitor de forma certa, enfatizando as punições existentes para aqueles que pratiquem atos de corrupção eleitoral, a fim de coibi-las. Além disso, o Ministério da Educação deve ainda, por meio de verbas governamentais, criar uma disciplina nas escolas que vise o ensino da importância de exercer o direito do eleitor, além de incentivá-los a pensar de modo crítico para a escolha do voto. Destarte, a cidadania da participação política será efetivada aos brasileiros.