A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 13/06/2021

A Constituição brasileira afirma que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular. Com isso, nota-se a importância da política em efetivar a cidadania, porém a falta de conhecimento e a irresponsabilidade eleitoral enraizada põe em risco os direitos de todos os indivíduos e evidencia a ascenção de poderes totalitaristas, como na Alemanha com Hitler e na Itália fascista com Mussolini. Logo, remediar tal problemática é imprescritível.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a falta de educação governamental é reflexo de uma estrutura omissa com a sociedade. “Política e Religião não se discutem”, este é o argumento das pessoas quando a pauta é levantada, mas a mudança só acontece por meio de um pensamento crítico somado a discussões inteligentes e metódicas. Assim, enquanto o Brasil tiver um sistema que não prioriza o ensino do seu povo o resultado será o mesmo, mais de 11 milhões de brasileiros analfabetos, de acordo com o IBGE. Nesse sentido, é perceptível o tamanho desrespeito por parte dos governantes para com seus eleitores, acerca da devida anteposição dos direitos fundamentais institucionalizados pela Carta Magna.

Atrelado a isso, está a imprecisão no acompanhamento dos representantes, em que não há uma cobrança na postura correta dos mesmos. Nessa perspectiva, todos os direitos alcançáveis podem ficar à disposição do retrocesso, como já aconteceu na Ditadura Militar e também, no decorrer da campanha do atual presidente, que com seu discurso de “bandido bom é bandido morto” levantou questionamentos sobre a não necessidade dos Direitos Humanos, ou seja, deixou a população disposta a abrir mão de direitos inerentes aos seres humanos. Essa situação reafirma a ideia colocada por Augusto Cury em seu livro o colecionador de lágrimas, pois um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la.

Fica evidente, portanto, que o regime brasileiro está longe de alcançar os ideais de liberdade e igualdade que constituem o melhor modelo de democracia para Aristóteles. Dessa forma, medidas são necessárias para reverter a situação. Para isso, compete ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação, estabelecer uma estrutura educacional que objetive não apenas o aumento dos salários dos professores, mas também a transformação dos indivíduos em mais analíticos e interativos. Ademais, a nação tem o papel fundamental de acompanhamento de toda trajetória da administração, através da realização de pesquisas e entrevistas, visto que, desta maneira, todos os princípios inalcançáveis ​​não serão segregadores e finalmente a situação não mais representará a dos brasileiros.