A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 23/07/2021
No período Pré-modernista do século XIX, autores fizeram uma literatura engajada de denúncias dos problemas sociais, políticos e econômicos do Brasil. Nos dias atuais, essa realidade vai de encontro àquelas defendidas naquele período, pois, nota-se, o crescimento dos discursos de ódio entre as pessoas e a falta de interesse na efetivação da cidadania através da política.
Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que o ódio corrompe e destrói nações. Sob essa ótica, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman fala sobre a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas na sociedade e isso vem se agravando com o advento da internet, visto que, pessoas, cada vez mais expressam-se de forma violenta. Diante disso, fica claro que a falta de comunicação agrava esse cenário e a participação política, cada vez mais, se torna banalizada.
Em segunda análise, é possível perceber que o desinteresse com a política é crescente. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o nível de abstenção é o maior desde às eleições de 1998. Contudo, sabe-se que para evitar cenários como o voto do cabresto e o absolutismo – quando o poder estava concentrado nas mãos de tiranos - deve-se votar de forma consciente, a fim de promover o bem comum.
Diante desse cenário, infere-se, portanto, a necessidade de se construir uma maior amplitude do tema. Por isso, faz-se necessário que a mídia - instrumento de maior abrangência - informe a sociedade a respeito da conscientização para com o voto, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais e debates televisivos, a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve promover políticas de engajamento nas escolas, por intermédio da inserção do conteúdo sobre política nos currículos mínimos dos colégios, a fim de fazer cidadãos críticos e menos hostis.