A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Ditadura Militar no Brasil, “Diretas Já” e Impeachment do Collor foram alguns dos momentos em que a ação coletiva política teve seu maior engajamento. No entanto, hoje, o pouco senso leva a maior parte da população a associar democracia apenas ao direito ao voto, quando, na realidade, é um conjunto de ações que leva a sociedade a ter uma democracia efetiva. Nesse contexto, percebe-se que a ausência da participação efetiva da populção é decorrente não só pelo desconhecimento dos modos de participação democrática, mas também pela tendência do Brasil ao comodismo.

Sob a perspectiva do filósofo holandês Erasmo de Roterdã, o hábito torna tudo aceitável. Nesse sentido, o Brasil não tem o costume de fazer conferências setoriais para pensar em políticas públicas em consonância com a sociedade, sendo este um desafio constante que precisa ser debatido e aprofundado para que as experimentações e as soluções apresentem-se democráticas. Contudo, a sociedade, em sua maior parte não tem conhecimento a respeito disso; com isso, não surte o efeito esperado. Demonstra-se, assim, a necessidade da criação de novos hábitos para se obter um maior engajamento social político, uma vez que só com a participação popular efetiva terá mudanças no cenário político.

Somado a isso, ainda há a crise de representatividade que precisa ser contornada, pois há um alto percentual de pessoas que não se identificam com nenhum partido, sendo importante que ocorra o processo de politização nas ruas com a educação política, que só ocorre por meio da ação e do debate político. Dessa maneira, para se ter uma aproximação do cidadão com a governança é necessária uma plataforma de participação social, pois só com uma maior participação popular irão diminuir os problemas sociais, segundo o sociólogo estadunidense Robert Putman.

É imprescíndivel, portanto, que o Ministério da Educação; em parceria com o da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação; criar ferramentas e plataformas digitais, além de ampliar os debates realizados nos espaços de consultas públicas existentes, sendo por meio da expansão do espaço virtual da participação e do conhecimento dos fatores capazes de destabilizar práticas e desimentar processos eficazes, claros e à vista da sociedade, com o fito de se ter um sistema democrático mais eficaz, para isso é necessário uma maior participação popular na proposição de leis, de políticas públicas e em outras iniciativas legislativas.