A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 17/10/2021

Na obra “O príncipe”, do filósofo Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se uma realidade distinta da premissa supracitada, pois a importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil encontram-se fragilizada, que por debilidade reflexiva configura um grave problema que fere a dignidade social. Nesse panorama, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de conscientização representam o impasse disposto no país.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, infelizmente, a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição Federal de 1988, a qual garante direitos políticos de votar e ser votado a todo cidadão. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, que é restringida da efetivação da cidadania no território. A priori que, o voto obrigatório desmonta o conceito de democracia, na medida que o povo não consegue exercer a soberania com moldes autoritários, dado que segundo o portal de notícias da Globo, G1, 62% dos brasileiros não acreditam nas instituições do país, na qual tal fato alude ao problema. Desse modo, é visível a incompetência da máquina administrativa da pátria, posto que ela não cumpre seu dever de anteparo coletivo.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância nacional, especialmente atos de cobranças de leis básicas. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o naturalista Lamarck, o ambiente em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Dessa maneira, é válido analisar que o desconhecimento diante da ilegalidade que os direitos sociais se encontram influi decisivamente na sua precariedade e remonta o assunto, já que a carência de informação perante o tema dá persistência ao impasse e estrutura a alienação comunitária, que nesse viés não cobra, de forma intensiva, seus direitos. Logo, é imprescindível, hodiernamente, uma mudança social para reversão desse quadro caótico.

Portanto, faz-se necessário o debate acerca da  importância da participação política para a efetivação da cidadania. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, a elaboração de projetos que atentem ao brado da interação política, mas de modo facultativo, mediante verbas do cofre público, com o fito de prevenir a violação dos direitos sociais. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas, que conscientizem o público na cobrança das virtudes nacionais. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta.