A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 13/04/2022
Na origem da democracia, na Grécia Antiga, a parcela da população considerada cidadã era muito restrita, logo apenas a elite influenciava diretamente na política do Estado, mantendo as desigualdades aos que margeavam a sociedade. Assim, nos dias atuais depois de muita luta, como as sufragistas e os movimentos raciais, todos têm o direito de votar. A visão do voto como dever precisa ser substituída por uma que o vê como oportunidade de expressar o pensamento individual em busca da melhora das condições socioeconômicas e políticas do Brasil.
Dessa forma, a opinião geral é necessária para mudar as condições políticas do Brasil, o qual tem um histórico de governos e políticos corruptos, que se aproveitam do contexto de crise e de busca por alguém que vai quebrar o paradigma, levando o país ao progresso, e fazem promessas falsas com projetos futurísticos e saem do cargo deixando dívidas incalculáveis. Logo, para a alteração da dinâmica elitista que rege o país nos dias atuais é necessária uma análise da campanha polítca de cada concorrente aos cargos de poder, para assim expressar o pensamento individual de cada um através do voto consciente.
Portanto, todos que têm o direito de votar devem exercê-lo, entretanto não é a realidade atual, em que, de acordo com pesquisas do Processo Eleitoral brasileiro, há uma porcentagem baixa de indivíduos que tiraram o título de eleitor na faixa etária dos 16 anos. Além disso, há cada vez mais brasileiros buscando viver em outros países e dentre eles cada vez mais jovens, que dão preferência a sair do país a melhorá-lo, piorando condições socioeconômicas, reduzindo a população economicamente ativa, e políticas do Brasil, ao manter esquemas de corrupção.
Logo, é possível relacionar essa visão, da obrigatoriedade do voto, à falta de instrução da escola, que reflete o cenário do país, o qual não valoriza a pátria e o ser brasileiro. Para tal, o Ministério da Educação (MEC), deve incluir matérias que valorizam do país e tornar momentos cívicos uma regra na adaptação do ensino, balanceando tópicos específicos e os comuns a todos que serão parte efetiva da sociedade. Além disso, a população deve criar ONGs contra a corrupção, divergindo-se da Grécia Antiga, a partir da união do povo independentemente da classe social de cada cidadão.