A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 13/04/2022
Durante o século passado, Stefan Zweig se mudou para o Brail fugindo de uma perseguição nazista na Europa. Impressionado com o potencial de seu novo lar, Zweig escreveu um livro cujo título ainda hoje é repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa os desafios para a participação política na efetivação da cidadania no país, percebe-se que a profecia não saiu do papel devido, à falta de educação política, à ausência de incetivos por parte do governo na participação política de seus cidadãos e a elitização da mesma, o que acentua as desigualdades socioeconômicas.
Em primeiro lugar, é necessário apontar os déficits na educação brasileira, segundo o Censo Escolar as taxas de evasão no Ensino Médio são alarmantes e apresentam maior indíce na primeira série. Por conseguinte, é observável que a maior parte desses alunos têm em torno de 16 anos, idade com a qual se torna possível o requerimento do título de eleitor. Portanto, essa parcela populacional em sua maioria, não receberá instruções acerca da paticipação política e sua importância, já que os estudos sociológicos geralmente se iniciam nessa série. O que corrobora para que esses indivíduos não exerçam sua cidadania.
Desse modo, a falta de participação governamental nos incentivos ao voto e à participaçao dos cidadãos nas esferas políticas fica evidente. Quando a população de classe média baixa não possui acesso à um ensino politizado, sua presença nesse campo é rara. Por outro lado, as camadas sociais com maior poder econômico podem pagar por uma boa escolarização, o que leva a elite a ter uma participação ativa na política, acentuando então as desigualdades sociais.
Tendo em vista os argumentos supracitados, é necessário que Ministério da Educação crie programas de combate à evasão escolar e implemente uma educação política com palestras gratuitas em conjunto de cientistas políticos e sociais, para a conscientização dos brasileiros acerca da necessidade de se exercer a cidadania por meio do voto. Com a participação popular nas escolhas governamentais, haverá uma redução nas desigualdades através da desilitização do meio. Feito assim, a predição do filósofo Stefan Zweig estará mais perto de ser concretizada.