A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos
Enviada em 04/07/2020
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante em seu Artigo 196 que a saúde é direito de todos e dever do Estado. A respeito disso, é evidente a importância das atividades físicas como um dos pilares na promoção dessa lei. Entretanto, apesar de ser essencial para a qualidade de vida, é fundamental destacar que há restrições para idosos na execução desse hábito, como, por exemplo, a dinâmica espacial. Portanto, faz-se necessário que medidas governamentais reformistas sejam realizadas para modificar essa circunstância.
É imprescindível salientar a relevância da prática de exercícios físicos associados a melhoria do bem-estar social, principalmente da terceira geração. Tal perspectiva se confirma mediante a pesquisa publicada no Globo Esporte no qual idosos que praticam exercícios diários podem viver por mais tempo. Observa-se o aumento do desempenho cognitivo, a prevenção e o tratamento de doenças dessa população. Nesse viés, essa classe vulnerável consegue adquirir maior autonomia ao realizar suas tarefas diárias, alcança maior flexibilidade, equilíbrio e independência. Dessa forma, ocorre a diminuição da procura de atendimento aos hospitais, devido a uma melhor qualidade de vida, garantindo efetivamente o Artigo 196 na sua medicina preventiva.
Embora as atividades físicas possuem perspectivas positivas, se enfrentam dificuldades em sua realização. A globalização perversa, descrita por Milton Santos , afirma que ocorre uma exclusão socioespacial na construção da sociedade, em que se privilegia áreas com maior ascensão econômica, o que dificulta, principalmente, o fluxo de pessoas. Assim, indubitavelmente, ressalta-se a displicência do Poder Público em reverter este quadro. Sob esse âmbito, nota-se os obstáculos enfrentados por idosos ao se locomover nas grandes cidades, onde se encontram planejamentos urbanos voltados, majoritariamente, para a população ativa e, por conseguinte, não conseguem ter fácil acesso a regiões mais planas para realizar suas dinâmicas aeróbicas e, nem mesmo, ferramentas para auxiliarem.
Destarte, é notório que o Estado deixe de atuar como conivente da problemática para que tal seja combatida. Dessa maneira, a fim de estimular a prática de atividades físicas por idosos, o Ministério da Economia em parceria com as prefeituras municipais deve realizar reformas no acesso as principais áreas da cidade, para que essa parcela populacional consiga realizar hábitos ativos e saudáveis. Tal ação deve ser feita por meio do redirecionamento dos recursos financeiros para os municípios efetuarem as obras. Essa mudança deve ser feita, especificamente, em investimentos nas academias pública para que corresponda a faixa etária em questão. Logo, o acesso universal e igualitario descrito no Artigo 196, terá superado mais um empecilho.