A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 19/08/2020

Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é retratada a trajetória de Fabiano, que procura por melhores condições de vida, como uma boa saúde. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Ramos pode estar relacionada à importância da prática de atividades físicas na qualidade de vida de idosos. No entanto, o sistema de saúde precário e a ausência de investimentos voltados em adaptações para os idosos nos espaços públicos corrobaram para o aumento do sedentarismo no Brasil. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque reverter esse panorama.

De início, tem-se a noção de que a Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos o direito à saúde igualitária. Porém, o Brasil está inserido em um contexto desigual e que gera a carência do aperfeiçoamento no atendimento aos idosos - por parte do Estado - nos hospitais públicos. Nesse contexto, a teoria do escritor Gilberto Dimenstein no livro “O cidadão de Papel” de que nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais são cumpridas, se comprova verdadeira quando comparada a realidade vivida entre os idosos no Brasil.

Por conseguinte, para o aumento do desempenho cognitivo dessa parcela da população, é de suma importância que haja investimentos nos setores frequentados por idosos - como as praças públicas - para que seja possível a realização de atividades físicas voluntárias nesses espaços. Dessa forma, fica claro que a adaptação em determinados pontos das cidades é fundamental para a autonomia e a inclusão social de parte da sociedade.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Minstério da Saúde elabore, por meio de verbas governamentais, uma diretriz de investimento voltada à difusão da saúde de qualidade- como a procurada por Fabiano no livro “Vidas secas” -a fim de proporcionar a melhoria no atendimento aos idosos nos hospitais e postos públicos. Somente assim, os idosos poderão atingir uma maior autonomia na vida.