A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos
Enviada em 13/09/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à saúde. Contudo, em decorrência do sedentarismo este direito não está sendo efetivado, pois muitos idosos estão perdendo a qualidade de vida por não praticarem atividades físicas. Nesse viés, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da perda de autonomia e agravamento no quadro de saúde.
Primeiramente, é válido destacar que o sedentarismo acarreta a perda de autonomia dos idosos. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, aproximadamente 29% da população de terceira idade é sedentária. Dessa forma, os dados apontam para uma realidade dramática, pois a capacidade de realizar atividades diárias é suprimida pela má qualidade de vida. Assim, enquanto políticas públicas não forem criadas para combater esta realidade, parcela da população idosa continuará sedentária.
Ademais, é indubitável que a falta de exercícios agrava a saúde. Nesse contexto, de acordo com o poeta Pablo Neruda, o indivíduo é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. Dessa forma, em consonância com o pensamento do poeta, quando inexiste o interesse da população idosa em praticar atividades físicas, esta fica exposta a uma série de fatores prejudiciais a saúde, como, por exemplo, o desenvolvimento de doenças típicas da terceira idade, como a osteoporose. Assim, enquanto o pensamento social não for mudado muitos idosos terão sua saúde profundamente prejudicada.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater a problemática. O Ministério da Saúde, por meio de políticas públicas, deve criar grupos de atividade física direcionadas aos idosos, estes grupos devem ser coordenados por profissionais da saúde, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida da terceira idade. Destarte, preceitos constitucionais serão efetivados.