A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos
Enviada em 28/09/2020
No longa-metragem “Up, altas aventuras”, o cativante personagem Carl protagoniza a rotina de um idoso que sonha em ir para américa do sul com sua casa suspensa por balões, e fazer desta viagem uma grande jornada. Fora da ficção, é notório o intento de os idosos, mesmo em idade avançada, se dispuserem para aproveitar os bons momentos. Contudo, sem uma prática de exercícios regulares para aumentar a disposição e melhorar a saúde, esse propósito é prejudicado. Com efeito, para uma sadia qualidade de vida dos idosos hão de se combater os dois principais percalços dessa questão: a frágil acessibilidade de espaços de exercícios e a discreta participação em atividades dinâmicas.
Em primeiro plano, o ambiente de atividade física não é inclusivo para pessoas com mais de 65 anos, e compromete seu bem-estar. A esse respeito, a Organização Mundial da Saúde disserta que qualidade de vida é a percepção do indivíduo de sua inserção na vida. Sob tal ótica, os idosos, ao saírem para se exercitar - ginastica, academia, esporte - necessitam que esses espaços sejam adequados para suas limitações, pois atividades dinâmicas exercitam não somente o corpo, mas a mente também, algo relacionado à liberação do hormônio associado ao prazer, alegria e humor: a endorfina. Além disso, essa combinação de atividade física e convívio social os deixam mais dispostos para as demais ocupações do dia a dia. Assim, a prática física impõe-se como indispensável na rotina dos idosos.
De outra parte, o sedentário estilo de vida dos indivíduos da terceira idade é prejudicial à saúde e figura como outro desafio dessa questão. Nessa perspectiva, o filósofo Platão disserta que o movimento e o exercício físico metódico o salva e o preserva o indivíduo. No entanto, no Brasil contemporâneo, os idosos, em não raros casos, ficam sem a prática regular de atividades dinâmicas. Isso, decerto, configura-se um grave problema, ao considerar que doenças graves como infartos, diabetes e hipertensão, entre outros problemas de saúde, poderiam ser evitadas ao serem adotados tais hábitos, algo grave, pois compromete uma das peças-chave da dignidade da pessoa humana: a saúde. Lê-se, pois, como dramático diante de tão nocivo panorama, o sedentarismo dos idosos.
Impende, portanto, apresentar caminhos para que a qualidade de vida de indivíduos de faixa etária mais avançada seja realidade no Brasil. Para tanto, as prefeituras, por meio de decretos, darão o prazo de 3 meses para que os centros de atividades física, de forma inclusiva, adquiram equipamentos que tornem sua utilização mais acessível e segura a esse público. Além disso, é indispensável o contrato de pelo menos um profissional de educação física, o qual orientará os idosos acerca da forma mais correta e segura de realização de tais atividades e, por consequência, a obterem uma melhora na qualidade de vida, de sorte que eles se sintam estimulados, e, assim como Carl, vivam altas aventuras.