A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 25/10/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prática de atividade física é uma maneira relevante de promover a saúde e a redução de fatores de risco, bem como proporcionar à população sênior uma melhora na qualidade de vida por intermédio da manutenção da sua capacidade motora, que terá como consequência a independência funcional do idoso. Nesse sentido, é importante compreender como exercícios físicos afetam positivamente a disposição dos cidadãos e quais são os fatores que influenciam a adesão a essa prática, para que o Estado intervenha de maneira organizada e orientada, com o objetivo de estimular tal mudança no estilo de vida.

É imperativo abordar, em um primeiro momento, como as alterações orgânicas causadas pelo envelhecimento são atenuadas com o desempenho de tarefas simples, desde que recorrentes. Algumas alterações biológicas, como a redução do equilíbrio e da mobilidade, não são solucionadas com o uso de medicamentos ou procedimentos médicos, mas sim com a resistência muscular e a coordenação motora, adquirida por meio de exercícios norteados e diários como uma caminhada ou alongamento — conforme afirma a Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. Sendo assim, a aptidão física deve ser encorajada e estimulada para a população mais velha, uma vez que a sua execução é capaz de aumentar o bem-estar dos indivíduos.

Sob esse viés, deve-se compreender como motivar as pessoas a se manterem engajadas nesse propósito. Para a OMS, as probabilidades das pessoas serem fisicamente ativas estão relacionadas às influências micro e macroambientais. O principal fator macroambiental é a existência de um local dedicado a tornar os cidadãos ativos e, o fator microambiental mais relevante é a orientação acerca da importância de frequentar tais localidades. Desse modo, a organização da sociedade em que os idosos estão inseridos deve estimular e fornecer os meios de realização de exercícios físicos.

Diante do exposto, conclui-se que a prática de atividades físicas é interligada à qualidade de vida dos idosos uma vez que pode atenuar a perda funcional causada pelo envelhecimento. Logo, para que tais benefícios sejam alcançados pela maioria da população envelhecida, cabe ao Ministério da Saúde — por intermédio da orientação de seus médicos — incluir na especialidade geriátrica o acompanhamento da realização de tarefas motoras, para que o idoso seja estimulado a ter o hábito de ser ativo. E, as Secretarias Municipais de Desenvolvimentos Urbanos — com o uso de verbas governamentais — devem ampliar o número de praças com equipamentos de ginásticas, para que a população tenha como e onde desenvolver tal hábito. Com tais medidas, a mudança esperada será concebida com êxito.