A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos
Enviada em 04/01/2021
De acordo com o artigo 3° da Constituição Federal (CF/88), deve-se promover o bem de todos indiscriminadamente. Todavia, ao se observar a falta de incentivo à atividade física para os idosos, verifica-se a problemática que esse sedentarismo causa para a saúde dos mesmos. Diante disso, nota-se a necessidade de mudanças substanciais, a se destacar o implemento de estruturas que permitam a prática de exercícios, assim como sua supervisão por profissionais capacitados. Por conseguinte, os distúrbios comuns à chegada da terceira idade serão atenuados, para garantir uma melhor qualidade de vida.
Deve-se pontuar, a princípio, a premissa filosófica de São Tomás de Aquino, de que todos os indivíduos em sua sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Nessa lógica, é notável que o governo não cumpre seu papel enquanto agente promotor de saúde, uma vez que não proporciona aos idosos de todo o Brasil a segurança e a infraestrutura necessária para a prática de atividades físicas, o que caracteriza uma falta de respeito a esse público. A lamentável exclusão a qual são submetidos também deve-se ao fato da pouca divulgação dos benefícios, que vão desde a diminuição da perda de massa muscular e óssea até a prevenção do alzheimer e da depressão. Assim sendo, o investimento na prevenção é menos oneroso aos cofres públicos e garante o bem estar dessa camada da sociedade.
No entanto, existem no Sistema Único de Saúde (SUS) programas que visam mitigar o problema do sedentarismo na terceira idade. Um exemplo disso trata-se da Academia de Saúde, que é uma estrutura formada por profissionais qualificados e equipamentos ao ar livre, nele a capacidade física do idoso é avaliada por um médico, e com sua limitação pré-escrita, educadores físicos são encarregados de supervisionar para garantir a execução correta e livre de riscos de lesões. Desse modo, a atividade corrobora com resultados cada vez melhores sobre o aspecto da saúde pública e suas premissas.
Infere-se, portanto, que mudanças devem acontecer para a melhora nesse quadro de sedentarismo. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Saúde elabore campanhas com médicos e educadores físicos a ser divulgadas nas mídias de massa, como TV e rádio, com o intuito de demonstrar a necessidade da prática de exercícios para a manutenção do bem estar. Ademais, é imperioso que o SUS intensifique a implementação dos programas como a Academia de Saúde, por meio de obras de adaptação ao lado dos postos de saúde, para que a logística de atendimento médico já seja integrada com a prática. Destarte, a norma do artigo 3° deixará de ser utópica e fará sentido na aplicação social.