A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 13/01/2021

No filme “O curioso caso de Benjamin Button”, o protagonista vive a vida de maneira inversa: nasce velho e fica novo ao passar do tempo. Ao longo da trama, a narrativa revela as dificuldades dos idosos. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI: as dificuldades dos idosos em realizar atividades e a falta de sensibilidade das pessoas.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que grande parte da população não realiza exercícios, um percentual de 29%, segundo o Ministério da Saúde. A falta de orientação disponível é algo que piora o quadro de sedentarismo das pessoas mais velhas, pois possuem limitações que precisam de ajustes nas atividades físicas. Sem a ajuda de profissionais públicos, a maioria dos aposentados não consegue arcar com o custo de professores, recebendo um salário mínimo.

Ademais, existem muitos impecilhos nesse caminho. De acordo com Bauman, sociológo polônes, as dinâmicas sociais são supérfluas na modernidade líquida, logo, as pessoas não desenvolvem empatia com os idosos por esse fator. A compaixão das pessoas com certeza faz toda diferença nesse processo, pois grande parte dos idosos não tem acesso à informações verídicas e confiáveis.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para uma maior integração desse público na vida ativa, cabe ao Estatuto do Idoso criar, por meio dos postos de saúde, carteirinhas que possam ser apresentadas nas atividades gratuitas de exercício da cidade. Dessa forma, o governo irá ofertar vagas para os pessoas com mais de 60 anos nas modalidades ofertadas pela Secretaria de Cultura de cada cidade. O idoso poderá realizar uma atividade de forma regular, duas vezes por semana. Revezando os participantes, será possível abranger todos os interessados nesse projeto.