A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 19/06/2021

Grécia, berço da civilização ocidental, foi pioneira no âmbito da prática de exercícios. Entretanto, a boa forma física era mais reconhecida e valorizada no grupo dos jovens, do que nas outras faixas etárias. Para além do recorte histórico, o cenário aludido é vivenciado em solo brasileiro, à medida que as atividades físicas não são voltadas ao grupo dos idosos, por muitas vezes negligenciados, que é a etapa da vida onde mais se perde massa muscular quando comparada as demais, corroborando a manutenção da problemática.

Em primeiro plano, o envelhecimento é tido pelo filósofo Sêneca como parte de um processo natural. Ademais, a pirâmide etária brasileira tem sofrido modificações nos últimos anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o formato agora adquire o equivalente a uma ‘’gota‘’, onde é possível observar uma maior expectativa de vida e o aumento do número de pessoas idosas que necessitam de uma atenção voltada para suas especificidades.

Outrossim, o envelhecimento implica em consequências para o organismo humano, o mais observado na terceira idade é a perda de massa óssea. De acordo com o Ministério da Saúde, essa etapa da vida é associada sim a várias comorbidades, porém é valido ressaltar que muitas doenças estão atingindo cada vez mais indivíduos mais jovens, provando que elas não são estritamente relacionadas à idade, apesar de sua maior suscetibilidade nesse grupo. Logo, a prática de exercícios físicos fortalece o sistema imunológico, e mesmo os de baixo impacto – sendo os mais indicados para idosos, como hidroginástica por exemplo – auxiliam na prevenção da perda de tônus muscular.

Portanto, infere-se que medidas mais holísticas em relação à problemática discutida devem ser viabilizadas, a fim de desmistificar o assunto. Assim, em linhas gerais, cabe ao Ministério da Cidadania, responsável pelo desenvolvimento social e do esporte, por meio de políticas públicas implementar academias gratuitas nas praças, além de promover e divulgar atividades em centros poliesportivos voltadas para os idosos, a fim de que essa população possar aderir e incorporar no seu cotidiano essas práticas, para só assim chegar a uma homeostase cidadã.