A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 20/07/2021

O Estatuto do Idoso, lei nº 3.561 de 1997, garante aos senis, em seu artigo 20, o direito ao lazer e ao esporte. No entanto, na presente época, vê-se que apesar da legislação garantir esse direito aos idosos, o incentivo governamental para a prática de atividades físicas, direcionada a esse grupo, ainda é limitada. Com isso, a qualidade de vida e o bem estar ficam comprometidos. Dessa forma, ações para ampliar a prática corpórea dos senhores e senhoras de cabelos brancos são essenciais para os cuidados com a saúde e o combate à depressão.

A priori, é evidente que a prática de exercícios físicos proporciona uma mudança no bem estar físico e quando associada a uma boa alimentação, os resultados são ainda mais significativos. A junção dessas benesses ajuda a controlar doenças que, na maioria, acometem os idosos, como a diabetes e hipertensão. Para comprovar tal fato, o ex maratonista canadense Ed Whitlock, surpreendeu o mundo em 2015, ao bater o recorde da maratona de Toronto, aos 85 anos. Logo, fica claro que impulsionar o público de mais idade a realizar atividades físicas monitoradas trará boas respostas para a saúde.

Ademais,  a depressão é uma das doenças que mais atingem os idosos. Muitos deles estão fadados a morarem em asilos e não tem a visita períodica dos familiares. Assim, essas ausências terminam sendo um dos gatilhos para o isolamento e para pensamentos suicidas. No entanto, o incentivo ao exercício físico pode mudar essa realidade , uma vez que ele traz engajamento social, libera o estresse e altera a rotina do povo senil. A título de exemplo, os japoneses utilizam o “Radio Taissô”, ginástica por meio do rádio, que podem ser realizados com amigos e familiares.  Por conseguinte, incentivar mudanças na vida dos idosos é crucial para uma boa saúde mental.

Portanto, efetivar a prática dos exercícios físicos para a população acima dos 60 anos é fundamental. Para isso, urge ao Ministério da Cidadania ampliar as academias da cidade através de mudanças estruturais na acessibilidade para poder receber o público mais velho. Tudo isso pode ser feito com a participação de educadores físicos na elaboração dos projetos pilotos das academias para que o referido público sinta-se à vontade para praticar exercícios. Além disso, cabe às Secretarias Estaduais de Ação Social fazer um levantamento entre os asilos públicos e privados para saber se nos estabelecimentos há a incoporação de atividades corpóreas para os senis com o fito de que todos possam movimentar-se e ter um cuidado mais amplo com a saúde. Quem sabe assim,com essas e outras medidas, o que é previsto no Estatuto do Idoso possa ser amplamente difundido e os senhores e senhoras de mais idade possam efetivar a política do bem estar e da qualidade de vida.