A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos
Enviada em 15/11/2021
O filme “Up - altas aventuras” é uma animação que retrata a história de um idoso que ao perder sua esposa ingressa em uma viagem para a américa dos sul. Para além da ficção, a trama retrata um cenário de alegria vivenciado por Carl que, mesmo idoso, consegue desfrutar das coisas boas da vida. No entanto, no Brasil, nem todos idosos possuem o mesmo vigor do personagem, o que torna impreterível a implantação da cultura da atividade física para esses indivíduos. Com efeito, há de se deliberar como a função da família e a terceirização de cuidados têm influência na questão.
Diante desse cenário, nota-se que a família exerce um papel fundamental para a manutenção da qualidade física do idoso. A esse respeito, a Constituição da República de 1988 prevê que a família, o Estado e a sociedade devem amparar o idoso e assegurar sua participação na comunidade. Entretanto, a precária assistência que a terceira idade tem recebido desses atores inviabiliza sua efetiva inserção na prática de exercícios, haja vista que a pouca disposição desses indivíduos - decorrentes da própria idade - aliado ao escasso tempo das pessoas adultas da família demonstram que a aplicação desse direito constitucional, na prática, é um desafio. Diante disso, a escassa prática de exercício físico do idoso representa um grave problema social e inviabiliza a sua qualidade de vida.
Não somente isso, a perda de laços afetivo representa como outro desafio. Acerca disso, a filósofa alemã Hannah Arendt disserta que um evento cotidiano e corriqueiro não provoca nos indivíduos nenhuma comoção. Nesse sentido, o fenômeno descrito por Arendt focaliza a realidade vivenciada por muitos idosos, visto que, em não raros casos, são abandonados em asilos e em abrigos com pouca - ou nenhuma - visita, o que demonstra que a qualidade de vida não é só a prática de atividade física, consiste também em participar da vivencia em família. Dessa forma, o conceito de “Banalidade do Mal” pode ser aplicado até mesmo dentro das frágeis relações familiares, em virtude da terceirização do cuidado do idoso para outros entes da sociedade. Lê-se, pois, como grave, diante da indiferença familiar perante o idoso, a banalidade do mal.
É mister, portanto, que o cuidado com o idoso seja prioridade. Para tanto, a escola - instituição responsável pela formação cidadã -, deve, por meio de “workshops e palestras”, veicular conteúdos capazes de demonstrar a importância da família na participação da vida do idoso, fomentando a eles a companhia, o acesso a atividade física e aos demais cuidados. Essa medida poderá se chamar “Saúde na terceira idade”, e terá por objetivo desenvolver a mentalidade dos alunos, assim como influenciar o comportamento dentro de casa, para que a assistência básica familiar seja favorecida. Feito isso, os idosos terão maior saúde e apoio familiar, e assim como Carl poderão vivenciar grandes aventuras.