A importância da prevenção aos acidentes de trabalho no Brasil

Enviada em 24/04/2021

Durante a Revolução Industrial, ocorrida na Europa no século XVIII, milhares de empregados nas empresas lesionaram-se e incapacitaram-se durante o exercício de seu ofício. Tal acontecimento, entretanto, é frequente no cenário laboral brasileiro, em virtude da baixa fiscalização dos ambientes profissionais e falta de treinamento dos trabalhadores. Assim, urge que se tomem medidas de precaução contra os acidentes de trabalho, a fim de garantir maior produtividade e segurança aos operários no país.

Em primeira análise, dentre os fatores dos incidentes, cabe destacar a falta de capacitação fornecida aos empregados no Brasil. De acordo com o filósofo alemão Karl Marx, os empreendedores tendem a ultrapassar os limites éticos e morais para maximizar o seu lucro. De maneira análoga, os empregadores negligenciam o treinamento dos subordinados sobre o cuidado no meio do trabalho para diminuir os custos. Consequentemente, sem a devida educação dos profissionais, há maior suscetibilidade a lesões e acidentes, tornando-os inaptos a trabalhar e garantir a produtividade  da empresa.

Ademais, a negligência governamentar em averiguar a segurança dos ambientes laborais brasileiros agrava o índice de reveses no meio. Embora o sétimo artigo da Constituição Federal de 1988 garanta os direitos trabalhistas, percebe-se a não efetivação desse princípio constitucional na prática, uma vez que ocorrem mais de quinhentos mil incidentes ao ano, segundo dados de 2018 da Previdência Social. Logo, a falta de fiscalização estatal sobre as condições de trabalho e o treinamento dos empregados contribui para a dificuldade de prevenção desses acidentes.

É imprescindível, portanto, que se reverta a situação explanada na Revolução Industrial. Nesse sentido, a fim de garantir a produtividade no exercício da profissão, cabe ao Ministério do Trabalho a promoção de campanhas, mediante palestras por profissionais de segurança do trabalho, que visem ensinar medidas de prevenção às lesões ocupacionais - como a importância de conhecer equipamentos ou substâncias presentes no ambiente que podem ser danosas à saúde -, reiterando a necessidade de treinamento dos empregados antes de exercerem seu ofício. Dessa maneira, garante-se o bem-estar do trabalhador e o lucro do empregador.