A importância da prevenção aos acidentes de trabalho no Brasil

Enviada em 05/06/2021

Durante a Segunda Revolução Industrial, as fábricas têxteis eram conhecidas por serem ambientes extremamente impróprios para o exercício do trabalho, com crianças que - sem qualquer tipo de treinamento adequado - chegavam a perder dedos e até mãos durante o manuseio das máquinas. Ao retornar à atualidade, é possível notar que - assim como as crianças - muitos trabalhadores no Brasil não foram treinados propriamente para sua função o que acarreta no aumento de acidentes de trabalho. Tal problemática se deve à vontade de economizar de alguns contratadores, além da necessidade de emprego dos trabalhadores.

Em uma primeira observação, é necessário perceber que a vontade de lucro dos donos de empresas é um dos principais fatores que aumentam esses acidentes. No que concerne à contratação de indivíduos devidamente treinados, o custo é logicamente maior do que pessoas que carecem dessa formação. Assim, ao levarmos em conta o pensamento do filósofo Karl Marx, isso pode se configurar como um conceito de mais-valia, ou seja, exploração do trabalhador, pois, além desses indivíduos venderem sua força de trabalho por uma parcela do lucro, o recurso explorado será sua saúde mental e física.

Além disso, é preciso tomar conhecimento de como a demanda por emprego no Brasil mantém essa problemática. Ao levar em consideração a ideia de que esses trabalhadores sem formação se demitam, é vital notar o que se chama de ‘‘Exército de Reserva’’. Na Segunda Revolução Industrial, por exemplo, esse ’exército’, que são os trabalhadores desempregados, ao surgir a notícia de uma demissão, logo ocupam o cargo vago, pois a demanda é intensa. Logo, analisando-se os dados do IBGE, em que dizem que o Brasil possui mais de 13 milhões de desempregados, se essa pessoa se demitir, é improvável que ela seja recontratada tão cedo, já que não tem formação.

Portanto, é imperativo previnir os acidentes de trabalho no Brasil. Para isso, é fundamental que o Ministério Público do Trabalho, um dos responsáveis pela fiscalização trabalhista, incentive a denúncia a essas empresas. Nesse intuito, o Ministério, por meio da liberação de verba, financiará propagandas - em redes televisivas - que abordem a possibilidade de denúncia anônima em sites da Justiça, para que as relações de trabalho sejam monitoradas devidamente. Dessa forma, será possível que, ao contrário do que ocorreu na 2ª Revolução Industrial, o trabalhador seja protegido.