A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 06/05/2021

A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve assegurar os direitos, como o acesso à inclusão, à educação, à saúde, entre outros, para todos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a falta de inclusão no meio social, pois as escolas públicas carecem de investimentos para promover a alfabetização às pessoas com deficiência física e as publicidades midiáticas falham na representatividade da miscigenação cultural brasileira. Desse modo, a exclusão social, somada à negligência estatal, intensifica o preconceito social e a consequente falta de representatividade na publicidade.

Em primeira instância, a exclusão social é gerada pela má gestão política, pois as autoridades governamentais estão mais preocupadas em prolongar seus benefícios e interesses políticos do que com o bem-estar social. Nessa ótica, o sociólogo Simon Schwartzman, na obra “Bases do Autoritarismo Brasileiro” evidencia a estrutural sobreposição das demandas privadas sobre as públicas como um revelador da gestão governamental brasileira, desde os primórdios da colonização. Nessa conjuntura, a falta de organização política promove a exclusão dos direitos sociais às pessoas com necessidades especiais, às pessoas do movimento social LGBTQIA+, entre outros.

Em segunda análise, segundo o conceito “Ubuntu”, que expressa o conceito de cidadania por meio da ética e da empatia social, a nação brasileira apresenta o viés individualista, pois negligencia o preconceito social no Brasil. Assim, na cidade de Betim em Belo Horizonte, adolescentes que se autointitulam “homofóbicos” gravaram vídeo para o colega dizendo que a orientação sexual dele é “doença”, segundo o apresentado em maio de 2021 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, o descaso estatal em promover a conscientização da população sobre a diversidade cultural, étnica, sexual, entre outros, propaga o preconceito no país.

Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço da falta de representatividade na publicidade brasileira. Nesse panorama, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve propor o investimento na inclusão social, por meio da criação de cursos de libras gratuitos, cedidos por professores, em escolas públicas e da apresentação de paslestas socioeducativas sobre a diversidade sexual, cedidas por professores, em unidades de ensino público, para combater e conscientizar a população sobre o preconceito e a exclusão social. Logo, o conceito de cidadania só será atingido quando o Estado assegurar os direitos sociais para todos os indivíduos na sociedade brasileira.