A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 31/05/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, todos somos iguais perante lei. Conquanto, a realidade atual é controversa devido a dialética de exclusão social de grupos minoritários. Hodiernamente, é nítido a inserção da representaatividade no âmbito público, isso porque, os mesmos ainda procuram ditar padrões de beleza e vida europeus, excluindo a pluralidade e diversidade que o Brasil apresenta. Deste modo, mudar uma forma de publicidade tornando-a mais diversificada é necessário para mitigar tal problema tanto social quanto econômico.

Na primeira análise, é valido postular o quanto o povo brasileiro é miscigenado. Todavia, diante de tanta diversidade, a cultura brasileira é esquecida no meio publicitário, pois apenas uma figura tradicional e idealizada europeia tem poder para protagonizar tais campanhas, fato que distancia, cada vez mais, a realidade e a cultura brasileira dos veículos publicitários. Sob esse viés, cabe saliente que a ausência de representatividade na publicidade, se enquadra na teoria do sociólogo Pierre Bordieu de violência simbólica, que aborda a pressão psicológica e moral exercida de maneira velada a um certo grupo, no qual o indivíduo se sente inseguro quanto a si próprio culminando na baixa autoestima e exclusão social. Diante de tal problemática é nítido o poder que as campanhas publicitárias advém diante ao meio social e o quanto a mídia tem um papel fundamental na aceitação de uma pluralida

Outrossim, a representatividade no meio publicitário é uma estratégia de Marketing, visto que, vender imagens e histórias reais, estimular a venda de tal produto, pois o consumidor se enxerga nele. Nesse sentido, a ’’ sociedade do espetáculo ‘’, criada por Guy Debord, relata que as relações sociais são pautadas em imagem, ou seja, a pessoa compra a imagem que ela se sente representada e não o produto em si, logo, se o indivíduo se assemelha a identidade do produto consequentemente o seu percentual de vendas irá ser maior. Portanto, nota-se que a representatividade, além de uma questão social é também um fator econômico, uma vez que,vender uma imagem que representa o consumidor real estimula a adesão do produto ofertado por quem se enxerga nele.

Por fim, faz-se mister a representatividade visual e criativa no universo publicitário de forma permanente. Outrossim, é necessario que o poder legislativo, em parceria com o Ministério da Cidadania, criem leis, para que empresas de alto poder de influência façam campanhas publicitarias que representem a pluralidade do nosso pais nos canais de televisão, em horário nobre, para que assim  uma maior parcela da população se sinta representada  e tenha acesso a um direito de iguadade que é estabelecido na contituição federal de 1988.