A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 02/06/2021

Segundo o Instituto Locomotiva, cerca de 76% dos brasileiros não se sentem representados na televisão. Isso ocorre devido ao padrão imposto pela sociedade, que não se encaixa na maioria da população. Assim, a representatividade na publicidade se torna um meio de romper tais padrões e gerar inclusão social.

Primordialmente, deve-se considerar a ruptura de fenótipos considerados como ideais, já que a publicidade tem o poder de influenciar os padrões estéticos. Consequentemente, quando é mostrado pessoas de diferentes fenótipos as diferenças passam a ser normalizadas. Um exemplo desse problema, é o filme Preciosa, em que a personagem principal desejava ser magra, branca, loira e ter olhos azuis, já que essa era a beleza exaltada na televisão. Assim, caso houvesse mais representatividade na publicidade, haveria a ruptura de uma única beleza considerada como ideal.

Consequentemente, a quebra desses padrões resultaria na inclusão social. Isso porque existem diversos fenótipos no mundo, e tal fenótipo ideal corresponde a uma minoria, resultando na exclusão social das pessoas que são diferentes. Um exemplo dessa inclusão é a jornalista Maju Coutinho, que recebeu muitos elogios devido ao seu trabalho na televisão aberta, trazendo orgulho para a comunidade negra. Logo, fazendo milhares de pessoas se sentirem representadas e terem orgulho da própria cor.

Portanto, fica clara a importância da representatividade na publicidade, que rompe padrões e gera inclusão social. É preciso que a Secretaria de Comunicação, por meio da televisão e da internet, crie a campanha “Ser Diferente é Bom”, que mostra a história de vida de pessoas de diferentes fenótipos, religiões e orientação sexual, para aumentar a representatividade. Desse modo, normalizando as diferenças e gerando inclusão.