A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 07/05/2021

Com linguagem simples e enfática, Carlos Drummond de Andrade em seu poema “No Meio do Caminho”, revela inquietações que acometem o ser humano. Fora desse contexto literário, o homem contemporâneo deve se sentir encorajado não só para denunciar, mas também para mitigar do corpo social a grave mazela que é a escassez da relevância de representatividade na publicidade. Sob esse vislumbre, é mister anuir a consolidação de estereótipos e a visão etcnocentrica sendo as razões do imbróglio.

Em primeira instância, é imperativo corroborar a perenização de estereótipos no meio social como causa da depreciação da representatividade em publicidades, haja vista que, historicamente foi concebido e enraizado inúmeros preconceitos, os quais serviam para desvalorizar e inferiorizar as pessoas com características distintas ao do grupo majoritariamente dominante. Outrossim, de acordo com a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria “Banalidade do Mal”, o comportamento xenófobo e preconceituoso passará a ser executado inconscientemente, caso os indivíduos normalizem tal situação. Portanto, é fulcral combater essas preconcepções errôneas, as quais menosprezam a diversidade cultural e impede a importância da representação em campanhas publicitárias.

Em segunda análise, é verídico que a visão etnocentrica - pensamento em que a pessoa ver suas atitudes, hábitos e condutas como superiores aos de outrem - se classifica enquanto fator para a falta de importância de representatividade na publicidade, pois os diferentes indivíduos não valorizam a diversidade e por isso, acabam contribuindo para que as diferenças culturais não sejam valorizadas e exploradas nas campanhas publicitárias. Ademais, a carência de representatividade em comerciais publicitários acaba contribuindo para a inferiorização das diferenças culturas, tendo em vista que, uma pessoa ao não se sentir representada acaba se sentindo excluída e consequentemente, menosprezada em relação aos demais. Logo, se torna imprescindível cercear esse ato, em prol da da diversidade e reconhecimento das diferenças coletivas.

Dessarte, urge assentir a importância da representatividade na publicidade e combate os fatores que contribuem para a sua depreciação. Dessa maneira, far-se-á que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva, em parceria com a Mídia, inicie um projeto que vise utilizar as diferenças culturais em publicidades, de modo que promova a valorização e aceitação dessas, assim erradicando os estereótipos e a visão etcnocentrica presentes no meio social, mediante a exploração dos benefícios dessas peculiaridades coletivas em campanhas publicitárias. Assim, evitando o sentimento de inferiorização das pessoas e o de exclusão social, garantindo o seu reconhecimento e sua importância.