A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 07/05/2021
O físico Albert Einstein certa vez disse que “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Do contexto alemão à realidade brasileira, percebe-se o enraizamento da discriminação. A intolerância encontra suas raízes na história de formação brasílica, e a dificuldade de inserção das vítimas na sociedade é uma luta diária. Logo, a mudança desse cenário é mais do que imprescíndivel.
Primordialmente, é necessário compreender a origem da problemática. A história do Brasil tem início na colonização, pautada no ideal escravocrata e extremamente eurocêntrico. Esse cenário representou o início de uma comunidade preconceituosa e egoísta, o que contribuiu para a exclusão de diversos grupos, como os negros e homossexuais. Dessa forma, mesmo com a abolição da escravatura (1888) e a lei de cotas, o preconceito encontra-se encarcerado na nação brasiliana, devido ao histórico de formação da pátria.
Assim, a inclusão daqueles afetados pela agressão moral e física é uma batalha. Levando em conta a conjuntura histórica e a pressão sofrida pelos excluídos, uma das formas difundidas para superar os prejulgamentos é a propaganda representativa. No entando, de acordo com a pesquisa realizada pela Heads Propaganda e da ONU mulheres, “A representatividade de mulheres negras em comerciais de TV vive um momento de estagnação.” Considerando que esse dado foi divulgado em dezembro de 2020, torna-se evidente que a intolerância é um assunto atual e a integração social dos oprimidos ainda não é uma realidade.
Portanto, analisados os primórdios da formação brasileira e suas consequências, a alteração dessa conjuntura é indispensável. Desse modo, a obrigatoriedade de uma disciplina escolar que propagasse o princípio da empatia é uma saída segura e confiável. Esse ato seria realizado pelas escolas em paceria com o Ministério da Educação, que ainda seriam os responsáveis por distribuir o material lecionado, em formato de apostilas e e-book. Além disso, a matéria seria organizada por meio de articulações entre pedagogos e policiais com experiência em crimes de hostilidade. Como consequência, observaria-se diminuição dos índices de preconceito e uma sociedade salutar.