A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 07/05/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da representatividade na publicidade contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da injustiça e da sensação de superioridade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange à importância da representatividade na publicidade.

Outrossim, a sensação de superioridade ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão da representatividade na publicidade, cuja base é uma forte discriminação.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É necessário, portanto, que o Ministério da Cultura, em parceria com mídias de grande acesso, promova uma rede de propagandas e campanhas com representatividade das minorias, a fim de destacar a importância da diversidade e divulgar canais de denúncia para casos de discriminação. Tais propagandas poderiam circular em paradas de ônibus das grandes cidades, assim como em canais de televisão, para atingir grande parte da população brasileira e romper com a mentalidade eugênica. Assim, os reflexos da Eugenia permanecerão nos livros de história, distantes da realidade brasileira.