A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 13/05/2021

O filme “Felicidade por um Fio”, produzido pela Netflix, apresenta uma narrativa na qual a protagonista se encontra, desde cedo, influenciada a mudar e abandonar seus traços negróides, em razão da sensação de despertencimento dentro do meio social. Fora do cinema, a falta de representatividade na mídia é uma realidade, considerando o padrão estético e comportamental estabelecido pelos meios de comunicação, causando uma inferiorização dos grupos invisibilizados por essa exclusão. Desse modo, é imperiosa a análise desse cenário.

Em primeira síntese, vale destacar a frase “Eu tenho um sonho”, do ativista americano Martin Luther King, que se refere ao sonho da igualdade entre as raças. Em pleno século XXI, as produções televisivas ainda não alcançaram esse sonho, já que apenas 25% das protagonistas são negras, segundo a pesquisa da Agência Heads. Tal cenário traz severas consequências para a formação dos jovens pertencentes a esses grupos, que nunca se veem representados em papéis de grande destaque, afetando a pespectiva de futuro da juventude, que se vê sem esperanças de atingir cargo altos.

Segundamente, vale ressaltar o racismo estrutural, advindo dos séculos de escravidão no Brasil. Durante muitos anos os negros foram limitados em servir as altas classes sociais, o que fez com que, ainda hoje, grande parte da sociedade apresente sequelas desse cenário. Esse fenomêno é refletido principalmente no teatro e cinema, nos quais as minorias, quando representadas, são regadas de esteriótipos preconceituosos que contribuem para a perpetuação desse desrespeito, em virtude da normalização desse impasse nas produções audiovisuais.

Portanto, é de imensa importância a tomada de medidas que contribuam para uma maior representividade das minorias. Cabe ao Governo Federal, em parceria com as Secretárias de Cultura e o MEC, a promoção de cursos de teatro, música e modelagem gratuitos, a fim de promover acessibilidade à educação artística e trazer maior representatividade nesse setor. Além disso, a mídia deve quebrar os esteriótipos e explorar a diversidade brasileira. Desse modo, caminharemos em busca de uma nação mais igualitária e justa.