A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 14/06/2021
O Art. 5º da Constituição Federal de 1988 afirma que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Entretanto, no panorama publicitário, tal igualdade não é notada, haja vista a falta de representatividade em tal ramo. Nesse sentido, indica-se o preconceito enraizado na sociedade como promotor do impasse, bem como o favorecimento do lucro na mídia.
Em primeira análise, é válido ressaltar os preconceitos e esteriótipos ainda vigentes no Brasil como incentivador do problema. De acordo com Martin Luther King Jr., ele tinha o sonho de não ver os seus filhos sendo julgados pela cor da pele. No entanto, este comportamento de discriminação, não somente racial, mas também em relação ao grupo LGBTQIA+, por exemplo, não foi extinto do meio social e é refletido na publicidade. Nessa perspectiva, este setor falha ao não promover a diversidade e acaba contribuindo, desse modo, para a continuação dessa corrente de exclusão. Assim, faz-se necessário o desprendimento dessas amarras.
Ademais, é imperativo ressaltar a preferência por lucro e praticidade no meio publicitário. Conforme Karl Marx, o capitalismo prioriza os ganhos em detrimento dos valores. À luz disso, entende-se que a indústria da publicidade, sendo regida pelo capitalismo, não tem se preocupado o suficiente com a representatividade em suas produções, uma vez que seguir com esse protagonismo branco e hétero-cis é cômodo e seguro, além de ser apoiado por parte da população intolerante. Todavia, isto não deve seguir adiante, fazendo-se crucial a adoção de medidas para cessar o revés.
Portanto, tendo em vista os fatos mencionados, cabe ao Poder Legislativo, responsável pela elaboração e revisão das leis que regem a vida e o Estado, impor a participação de diferentes componentes do corpo social na publicidade, por meio de uma lei que determine a proporção de 1:1 relativa à composição negra e branca nos comerciais, além de tornar obrigatória a inserção da comunidade LGBTQIA+. Dessa forma, a fim de propagar a inclusão e influenciar a população por meio da mídia, quebrando esteriótipos e preconceitos, será possível recuperar os valores esquecidos pelo tecido social, segundo sugeriu Marx.