A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 21/05/2021

É de conhecimento geral que a baixa representatividade no meio midiático é um problema complexo e relevante. Neste contexto observam-se que há pouca diversidade de gêneros, raças e tipos físicos na área publicitária e o desleixo com qual o tema é retratado em âmbito governamental, sendo as principais causas desta problemática. Desse modo, a mídia e o gorverno devem minimizar tal dificuldade.

Em primeiro lugar, o acatamento da sociedade é um potencializador deste tema delicado. Sob esse viés, cabe destacar a visão de Rousseau, segundo a qual o homem é um produto do meio em que vive, tendo a assimilar seus costumes e crenças. De fato, o território nacional vivência uma insignificante representatividade, isso porque os meios de comunicação são marcados pela padronização de clichês, e isto exerce forte influência sobre o sujeito por meio de comerciais, filmes e séries. Em decorrência disso, as novas gerações são expostas a pouca diversidade, ocasionando mais caos a um contexto já castigado e temeroso, como o preconceito e a não autoaceitação. Logo, é dever da mídia ajudar a sanar este estigma.

Em segundo lugar, a Constituição Federal de 1988 garante liberdade de expressão, dando direito a aplicação na variedade de gêneros, etnias e biotipos. No entanto, tal prerrogativa não se encontra consolidada na realidade brasileira, visto que recentemente entrou em pauta um projeto de lei cujo busca proibir a publicidade que contenha alusão a preferências sexuais e a diversidade social. Logo, é irrefutável uma fiscalização, pois este projeto fere o artigo 220 da Constituição Federal, que declara que quaisquer manifestação de pensamento e expressão não sofrerá restrição.

Por fim, reafirma-se a premissa de que há baixa representatividade na mídia e o descaso por parte de alguns representantes governamentais. Desse modo, para resolver essa questão a mídia, orgão de grande influência na sociedade, deve posicionar-se e acrescentar maior diversidade, por meio de aumento da participação de indivíduos com as mais variadas preferências sexuais, raças e biotipos em comerciais, filmes e séries. Já o governo, instituição reguladora da vida em sociedade, deve fiscalizar o cumprimento da Constituição Federal, para que não haja repressão a liberdade de expressão e pensamento. Dessa forma, será possível alcançar uma maior equidade e autonomia no meio publicitário e no meio em que vivemos.