A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 20/05/2021

Em 1939 foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda, como intuito de transpassar imagens positivas do governo de Getúlio Vargas, anunciar produtos e promover entrevistas. Nesse contexto, mesmo sendo exibidas de uma meneira esteriotipada foi o ínicio de uma representatividade que ecoa até os dias atuais. Ademais, a rede televisiva expande cada vez mais seus anúncios que retratam corpos, etnias e cores diversas, principalmente por ser um meio de informação e educação de massa e por possuir como um de seus objetivos a redução dos estigmas que ainda perduram a sociedade. Nessa perspectiva, torna-se importante avaliar duas vertentes: as causas para a o aumento dessa representação na publicidade e os seus reflexos sociais.

Em primeiro plano, houve a necessidade de descontruir os padrões impostos pelo meio,  com isso marcas e canais televisivos fincaram esses ideiais de inclusão e pertencimento dos grupos marginalizados. Um bom exemplo foi a propaganda realizada pela marca Puma que exibe uma mulher portadora da doença vitiligo. Dessa forma, ratifica o fato de que os seres humanos devem sentir-se incluídos na esfera social em que vivem, sendo os anúncios, meios essenciais para a divulgação de pensamentos que visam a persuasão e autoreflexão dos telespectadores, inclusive dos que praticam atos de discriminação.

Destarte,  os  direitos propostos pelas instituições federalistas se aplicam à todos os seres humano, sem distinção, com o intuito de gerar uma inclusão de todas as personas. Isso se fundamenta no artigo um da Declaração Universal dos Direitos Humanos que confere a igualdade e liberdade à todos os cidadãos, contudo, essa garantia nem sempre alcança todas as camadas populacionais. Dessa maneira, a presença de propagandas que abordam as diferentes configurações de corpos e culturas são medidas essenciais para fornecer um auxílio na efetivação dos direitos constitucionais atestados pelos governantes, como também servem como um suporte para a redução dos índices de esteriótipos, realidade que circunda o  espaço físico e virtual.

Portanto,  as propagandas são recursos de extrema importância para a descontrução do preconceito, além de serem essenciais na representação dos grupos marginalizados. Logo, torna-se necessário que o Governo, promova medidas para incentivar e expandir ainda mais os anúncios educativos e inclusores. Tal ação deve ocorrer por meio de verbas destinadas à propaganda nos canais de televisão, rádios e nos outdoors, a fim de gerar uma maior mobilização e comoção social, em relação aos indivíduos excluídos. Pois só assim ocorrerá uma expressividade da efetuação e perperuação dos princípios de igualdade conferidos pelos Direitos Humanos.