A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/05/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos uma condição isonômica, um qual os contempla com direitos essenciais para a construção de uma vida digna. No entanto, com a ausente de representatividade nos veículos de publicidade, diversificado, acabam desfrutando desses fundamentos democráticos apenas na teoria, seja pela negligência estatal, seja pelo capitalismo. Logo, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de promover uma cidadania integral para essa parcela social menos favorecida.
Em primeira análise, é lícito postular que a negligência estatal colabora diretamente para que a noção de representação pública seja vista de maneira trivial. De acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir uma harmonia social, porém, isso não ocorre no Brasil, pois a ausência de medidas que visem promover a inclusão de pessoas diferentes segmentos e ideias rompe esse equilíbrio. Consequentemente, uma gama de brasileiros acaba não se sentindo importante dentro da construção social, fato que torna essas pessoas feridas de preconceitos e estereótipos.
Outrossim, é pertinente ressaltar que o capitalismo possui uma parcela de responsabilidade quanto ao processo de desmerecimento da representatividade dentro dos veículos de comunicação pública. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as categorias que mais fornecem discriminações e são alvos de críticas e preconceitos são aquelas que ocupam níveis socioeconômicos menos abastardos. Dessa forma, é possível inferir, por dedução lógica, que o capitalismo está diretamente relacionado com à problemática em questão, já que, de acordo com os postulados do geógrafo brasileiro Milton Santos, uma das principais características desse sistema socioeconômico é uma segregação social de menos afortunados.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, em aliança com o Ministério da Cidadania, promova campanhas, por meio de debates e análises da sociedade, com o intuito de explicar a importância da representatividade social dentro dos canais de publicidade para coibir preconceitos. Além disso, é preciso que o Governo Estadual, em parceria com as suas Assembléias Legislativas, crie novas leis, a partir de debates entre as demais esferas do poder democrático, com o intuito de estabelecer porcentagens mínimas de participação de grupos sociais negligenciados em veículos públicos . Dessarte, o problema será resolvido, a médio e longo prazo,