A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 20/05/2021

O cenário publicitário brasileiro, apesar de demostrar certo progresso no quesito de representatividade étnica, socioeconômica e de gênero, ainda revela grande dominâcia branca e heteronomativo em suas propagandas, sobretudo no âmbito televisionarío e em posts nas redes sociais. Isso ocorre por causa de questões estruturadas em um passado de caráter padronizador e censurável, ou seja, que nega a diversidade e a importância de sua expressão. Gerando segregação e apoiando estigmas. Logo, faz-se necessária a ação do Governo e intervenção de grandes empresas em dar visibilidade às minorias.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que as marcas do passado histórico de processos colonizadores e imperialistas juntamente com discursos de ideologias posicionadas em políticas de exclusão e privação de direitos iguais. Aliados ao pequeno e desfavorecido reconhecimento minoritário populacional e dos  sistematicamente vulneráveis nas artes são as principais causas para que haja no século atual uma supremacia representativa por parte de indivíduos cisgêneros, brancos e heterossexuais.

Na sequência, é imprescindível citar a importância de que tenha representatividade nas publicidades, pois além de caráter revolucionário, os indivíduos que detiverem características iguais as entidades representadoras tem sua autovalidação em um conjuntura que geralmente manifesta discriminação. Essa é uma das consequências da falta de expressão da diversidade nas propagandas, bem como o efeito segregante e homogeneizante, os quais excluem e inviabilizam as diferenças. Como também, reforçam associações estigmatizantes, como a hipersexualização das mulheres, veiculação da promiscuidade com a comunidade LGBTQIA+ e a de negros com a criminalidade.

Portanto, cabe ao Estado tomar providências para mudar esse quadro. Urge que o Ministério das Comunicações em parceria com as grandes marcas promovam a diversidade nas propagandas mediante a protagonização de sujeitos minoritários e os relacionado a nomes de respeito, a fim de aproxima-los e acabar com a sub-representação. Além disso, o Ministério da Educação proporcione discussões, nas instituições de ensino, sobre as diferenças sociais e o valor de respeita-las. Com o propósito de formar cidadãos que respeitem e aceitem as dessemelhanças, contribuindo assim com o desenvolvimento, principalmente, representativo na publicidade.