A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 21/05/2021

O escritor Darcy Ribeiro afirma que o Brasil foi o último país a acabar com a escravidão e tem uma perversidade intrínseca na sua herança. É por essas e outras razões que ainda existem as desigualdades, seja de cor, raça ou gênero, desse modo, trazendo discursos enraizados. Diante disso, é imprescindível enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência de debates críticos com o intuito de incentivar a representatividade em publicidades e propagandas.

Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o Sociólogo Hebert José de Sousa, um país não muda pela sua economia, sua política e nem ciência, e sim pela sua cultura. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se analisa a importância do conhecimento e senso crítico para que pensamentos não sejam moldados acerca de temas que ainda reforçam qualquer tipo de discriminação.

Ademais, é cabível pontuar a deficiência da mídia e empresas de publicidades debaterem e agirem influenciando o aumento da presença de negros, transgêneros, etc, na mídia e nesse mercado de trabalho. Segundo o pensador Émille Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Embora, o fato da visibilidade de minorias em propagandas televisivas, por exemplo, tenha aumentado, ainda não é tão significativa e igualitária. Assim, medidas precisam ser tomadas a fito de atenuar o revés.

Infere-se, portanto, que o imbróglio abordado necessita ser solucionado, logo, a mídia, por intermédio de programas de grandes audiências e plataformas de vídeos de alto acesso, como o “YouTube”, devem abordar o assunto a fim de mostrar as reais consequências do problema, apresentando uma visão crítica a respeito do impasse. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um Projeto Social chamado “Quero me sentir representada” em parceria com emissoras e sites.