A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 23/07/2021
“A princesa e o sapo”, filme estadunidense produzido pela Walt Disney, traz representatividade histórica ao incluir a primeira jovem negra na realeza. De maneira análoga, a diversidade racial presente na indústria publicitária brasileira tem contribuído para a integração sociocultural vigente. Sendo assim, é imprescindível a discussão sobre a presença de afrodescentes em programas de televisão, bem como o preconceito enraízado mediante prêmios televisivos.
Em primeiro plano, destaca-se o acréscimo de participantes negros em realities. Conforme a vigésima edição do reality Big Brother Brasil, o qual trouxe críticas sociais de combate ao racismo, ousou ao consagrar a médica Thelma Assis como grande campeã da edição. Desse modo, o protagonismo visto em telas nacionais inspira crianças e jovens afrodescentes, assim como contribui com a despadronização da superioridade branca. Destarte, a representação em solo nacional credibiliza a luta histórica dos descentes de africanos, enaltece a cultura da África, enquanto populariza a equidade racial.
Em segundo plano, vale ressaltar o racismo estrutural presente na teledramaturgia. De acordo com a 67ª edição do Emmy, a atriz Viola Davis fez história ao ser a primeira negra a vencer o prêmio de melhor atriz dramátic". Consoante ao fato, é necessário abolir os danos artísticos, ou seja os melhores papéis distribuídos a atores europeus e a falta de consagração a estilos como o rap. Dessa maneira, o enaltecimento musical perante o rapper Djonga e o reconhecimento a atuação de Taís Araújo em novelas contribuem para o ressarcimento histórico étnico.
Portanto, faz-se presente a ruptura de padrões enbranquecedores por intermédio publicitário. Logo, a Imprensa Nacional - órgão responsável pela divulgação de fatos extra oficiais do governo - deve criar campanhas que prezem a importância da diversidade étnica, por meio de propagandas interativas virtuais, a fim de que o declive da desigualdade seja constante. De modo que “Tiana” não fique apenas nas telas cinematográficas.