A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 15/05/2021
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, pois assim como esse, as partes interagem entre si. Analogia utópica, quando a ausência da representatividade dentro da publicidade promove o desequilíbrio socioeducacional, trazendo padrões insustentáveis aos excluidos desse poder midiático. Não ofertar algo de forma equitativa, torna à sociedade retógrada com caráter destrutivo, o que deve ser combatido.
Partindo dessa problemática, o emblemático roteiro do filme “Felicidade por um fiu” trás uma crítica ao machismo e racismo, retratando mulheres reais se sentindo inferiorizadas pelo reflexo do que é certo e bonito exposto na mídia, algo presente na realidade. Concomitantemente, a ausência da representatividade na publicidade não converge apenas ao lado de não ser real, mas vem acompanhada da ausência da empregabilidade, o que torna um sonho insustentável ao jovem negro de periferia querer trabalhar nesse ramo, dentro dessa proporcionalidade, cursos superiores voltados a criação na mídia mais elitizados, impasses ainda maiores na vertente de combater esse meio desigual.
Outrossim, a representatividade vem ganhando voz. No filme “Vingadores: ultimato” trouxe poder para aqueles que até então eram olhados como vilões ou atores coadjuvantes, em destaque, o Capitão América, homem branco e patriota entregando o seu posto a um homem negro, desmistificando o caráter de um continente fortemente elitizado, trazendo vizibilidade e demonstração aos excluidos da mídia e cotidiano social.
Depreende-se, portanto, promover medidas equitativas, cabendo ao Ministério da cidadania promover cotas, onde uma parcela nas propagandas e cursos superiores deve ser ofertadas para aqueles até então excluidos. Ademais, levar a redes públicas de ensino, estímulos a criação de artes que promova as diferenças e sua importância no meio social, tornando os primeiros passos para ordem e interação social.