A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 18/05/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a representatividade na publicidade apresenta barreiras, como qual dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico pode ocasionar tanto à exclusão do indivíduo, quanto à baixa autoestima. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a exclusão do indivíduo deriva da baixa atuação dos governos governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Espera à falta de atuação das autoridades, a falta de representatividade na publicidade, faz com que o individuo sente se excluso de certos meios, como na chamada para a inscrição do vestibular de medicina, nos comercias de produtos de beleza, sentimos a falta de modelos negros, e de produtos direcionados para essas pessoas, visto que os negros correspondem a mais da metade da população brasileira, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar à baixa autoestima como impulsionador do problema. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), saúde é o estado completo bem estar físico, social e mental e não somente a ausencia doença. Partindo desse pressuposto, percebe se que a falta de representatividade pode causar uma baixa autoestima e até mesmo a depressão, visto que a maioria dos produtos ofertados não se encaixa na maioria dos estereótipos das pessoas que assistem. Em propagandas só ressaltam como pessoas magras, brancas e de cabelos lisos, isso acaba gerando um desconforto para as demais partes da sociedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que à baixa autoestima contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à constituição de um mundo melhor. Destarte, o Poder público, juntamente com os setores da mídia, deve criar projetos, como comercias de produtos especializados a essa parcela da sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a baixa autoestima, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.