A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 15/05/2021

Com a consolidação da revolução tecnológica, no século passado, tornou-se possível o desenvolvimento das telecomunicações, as quais permitiram a expansão do meio publicitário. Entretanto, a publicidade que poderia ser utilizada para a inclusão social, e no combate ao preconceito, é na atualidade usada para divulgar diversos assuntos, de forma que não representa todos os indivíduos da sociedade, dado que propaga esteriótipos que exclui grande parte da população. Desse modo, tanto a exclusão de muitos indivíduos da sociedade, quanto a discriminação social, são empecilhos atenuados pela falta de representatividade nas propagandas.

Em primeiro lugar, de acordo com o Instituto Locomotiva, em uma recente pesquisa, cerca de 67% dos brasileiros não se sentem representados nos comerciais da televisão. Nessa perspectiva, evidencia-se um problema presente na sociedade brasileira, que é a falta de representatividade nas publicidades, visto que essas costumam cultivar esteriótipos diferentes dos existentes no país. Logo, tal fato colabora com a exclusão social, pois muitos cidadãos se conceituam como excluídos socialmente por não encontrarem pessoas semelhantes em anúncios publicitários, o que gera o sentimento de que aquilo que está nas propagandas não ser destinado a eles, e sim àqueles presentes nos anúncios.

Por outra óptica, de acordo com a pesquisa Mulheres Invisíveis, realizada pela Agência 65/10 em parceria com o Grupo ABC, apenas 26% das pessoas presentes em publicidades nacionais são negras ou pardas. Nesse sentido, demonstra-se que há falta da representação dessas classes na publicidade brasileira, pois esse grupo corresponde a mais de 50% da população nacional, segundo o IBGE. Por conseguinte, essa falta de representatividade colabora com a descriminação social, uma vez que as propagandas promovem o protagonismo de apenas uma parcela da população, invés de representar todos os cidadãos, e isso repassa a ideia de que uma parte da sociedade  é mais notável em relação a outra, o que se configura como um preconceito.

Portanto, a fim de de promover uma maior representatividade nas publicidades, deve o Poder Legislativo brasileiro, por meio da criação de leis, instaurar normas que obriguem as empresas em seus anúncios publicitários englobarem as diversas variações físicas dos seres humanos, o que colaborará com a inclusão social, já que os indivíduos se sentirão pertencentes da sociedade por possuírem representantes nas propagandas. Além do mais, deve a Secretaria Especial de Comunicação Social, distribuir cartilhas de conscientização para os produtores de propagandas, para que esses apresentem uma diversidade racial em suas criações . Certamente, se tais ações forem realizadas, as publicidades promoverão mudanças sociais benéficas no país, e englobarão os cidadãos brasileiros.