A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 15/05/2021
O Brasil desde sua formação agregou diversas etnias, o que ocasionou na miscigenação de índios, portugueses, negros e japoneses. Entretanto, nos meios midiáticos prevalecem padrões definidos socialmente e não a totalidade de diferenças do país. Nesse aspecto, a publicidade ressalta concepções preconceituosas e tradicionalistas, ao contrário da inclusão que daria espaço e oportunidades à ascensão de grupos excluidos. Logo, é essencial que o Estado abra pautas e execute conjunto com as empresas para atualizar as ideias difundidas.
Observa-se, em primeira instância, que historicamente apesar da mistura étnica nacional há discursos de ódio quanto a diversidade. Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, em todos os âmbitos sociais impera a Violência Simbólica, isto é, uma dominação inconsciente de apenas um ponto de vista. Dessa maneira, o meio midiático enraizou que apenas alguns corpos e núcleos são aceitos e quando há a homogeneização das aparências ocorre o julgamento do distinto. Por conseguinte, conseqüência da empatia e do progresso há uma afirmação de violências procedentes que segregam os seres humanos.
É válido ressaltar, em segunda instância, que quando os meios de comunicação em massa preservada a contemplação das minorias, essas deixarão de ser último plano na sociedade. Diante disso, uma socióloga Marilena Chauí afirma que o sistema democrático deve ser composto de direitos iguaisitários, ou seja, sem sobreposição de grupos sociais. Certamente, a publicidade incentiva e cria visões, assim tal função poderia ser utilizada para o abandono de preconceitos e amplificação do protagonismo de novas personalidades. Sob tal ótica, uma representatividade é importante para dar espaço a pessoas discriminadas e excluídas por características físicas e de orientações diversas.
Evidencia-se, portanto, que a mídia atual reforça que certas etnias sejam repudiadas em defesa do ideal eurocêntrico. Para isso, o Ministério da Tecnologia e Comunicações deve alertar quanto às empresas ao risco de homogeneização de pessoas retratadas, através de reuniões com os principais representantes de modo anual e online, um fim de trabalhar com o marketing benéfico e não segregacionista. Em suma, com essas ações prevalecerá a defesa de Marilena sobre uma democracia real e a perspectiva da população está em constante progresso.