A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/05/2021
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita na qual essa é caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a realidade, nota-se que o exposto de More apresenta um equívoco, uma vez que a falta da representatividade na publicidade coíbe a conclusão do plano do autor. Diante disso, em razão de um negligenciamento governamental e um silenciamento midiático, emerge um conflito que necessita de urgente resolução.
Primordialmente, vale ressaltar o Estado como fator formentador da problemática. Segundo Thomas Hobbes, é função do Estado promover o bem-estar social. Entretanto, tal maneira não é corretamente efetivada, tendo em vista que a falta de representitividade afeta diretamente na autoestima e bem-estar das minorias. Segundo a agência de publicidade Heads, o maior percentual de representatividade das minorias nas propagandas é de 25% com as mulheres negras, em contraste com pessoas brancas que representam mais que 70% de participação nelas, efetivando assim, um modo de exclusão desses indivíduos nesse meio, uma vez que não são efetivadas leis que pressionem essas empresas a diversificarem seus modelos. Nessa perspectiva, é indubitável que essa postura governamental é prejudicial.
De acordo com o sociólogo Pierre Bourdier, o que foi criado como mecanismo de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão. Nesse viés, é possível notar que a mídia, geralmente, em vez promover debates que elevem o nível de informação da conjuntura social, colabora com a propagação do problema, visto que a omissão dos meios de comunicações acerca da baixa representatividade na públicidade, ocasiona a falta de conhecimento da população a respeito dessa problemática, dificultando sua erradicação. Desse modo, a mídia colabora na propagação dessa triste realidade.
Portanto, é fulcral que o Estado tome medidas que atenuem situação do quadro atual. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de professores qualificados em questões sociais, promova debates e apresentem estatísticas sobre a representividade nas propagandas e seu papel social, tal como no bem-estar dos cidadãos e impactos na sociedade geral — a fim de conscientizar a população sobre o seu direito de exigir uma maior representividade, suas causas e consquências estruturais. Assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.