A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 17/05/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à igualdade e à justiça. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, na federação brasileira, há a problematização da desvalorização da importância da representatividade na publicidade. Essa falha ocorre no Brasil devido à polarização sociocultural, que faz com que as minorias sejam pouco representadas nos meios midiáticos, e a falta de investimento governamental em palestras voltadas para a importância da representatividade.

A princípio, deve ser ressaltado que os meios publicitários brasileiros são necessários, porém eles passaram por um processo de elitização, que reduziu o número de pessoas negras, indígenas e amarelas na TV. Inegavelmente, a centralização dos meios publicitários resultou em uma pequena parcela de minorias étnicas na televisão, visto que a representatividade além de limitada frequentemente faz apologias a comentários racistas e levam a estereotipagem de um cultura ou de um povo, ocorrência essa, que pode ser exemplificada com a análise do programa brasileiro Zorra Total, de conformidade com a UOL, a personagem Adelaide foi acusada de racismo por diversos telespectadores devido aos estereótipos e falas preconceituosas da mesma. Por consequência da polarização sociocultural, o país entrará em um ciclo de exclusão de grupos sociais e atribuição de características estereotipadas nos personagens de minorias presentes na publicidade, resultando assim, como exemplificado por Confúcio, na perpetuação de diversos preconceitos.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de investimento governamental em instituições de ensino é uma das causas da desvalorização da representatividade, e tem como consequente a estereotipagem de diversos personagens. A falta de regulamentação de leis que buscam promover a inclusão social na publicidade se tornou um problema, assim como a falta de ações dos órgãos públicos em relação aos diversos personagens com caracterizações racistas presentes na TV, que ao contrário do que o senso comum dita não são usados para humor, mas sim para a continuação de ideiais racistas, como exemplificado por Nat King Cole, os estereótipos estão sendo descobertos mas não refutados e os benefícios da representatividade, como a inclusão cultural, estão sendo subjulgados.

Em suma, com a polarização sociocultural e a falta de investimento governamental na educação, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos em meios de comunicação online que permitirão o diálogo entre os participantes, para conscientizar a população sobre a importância da representatividade. Ademais, promover reuniões públicas para instruir as massas sobre a regulamentação das leis publicitárias, o que resultará em mais representatividade na TV brasileira, com o efeito de criar cidadãos humanitários.