A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 19/05/2021

A falta de representatividade de mulhers em propagandas do nosso dia-a-dia,  com corpos reais,  com celulites, estrias, estatura e tons de pele diferentes, não é novidade. A sociedade impõe um padrão de beleza no qual, a mulher tem quer ser magra, alta,  branca  e ter cabelos longos para ser considerada bonita. Meninas desde muito novas aprendem que, para serem aceitas precisam ser como as mulheres que assistem na TV, o que faz com que desde de pequenas já estejam tentando se encaixar em um padrão.

Elas crescem com o intuito de ficar o mais parecida possível com o que veem nas revistas, nos desenhos que assistem e até mesmo com suas bonecas. A boneca  Barbie é um excelente exemplo, por ser uma das bonecas mais famosas do mundo quase toda menina já teve. Alta, magra, cabelos longos, pele clara, o retrato perfeito  do que a sociedade considera bonito em uma mulher e exatamente como a criança, jovem ou até mesmo uma mulher formada,  deve se parecer para ser aceita.

Segundo uma pesquisa do IBGE 56%  das mulheres brasileiras são negras, 65% está acima do peso. Em momento algum notamos isso nas propagandas, programas de TV ou até mesmo em outdoors. Essas mulheres não estão sendo representadas em momento algum. Não se sentir inclusa na sociedade pode gerar diversos problemas, como baixa autoestima, dificuldade de se  socializar e até mesmo doenças mentais como depressão e ansiedade.

Logo, é necessário trazer mais diversidade para televisão, para o mercado. Conscientizar  e cobrar mais as marcas para que diversifiquem seus catálogos, tragam mais bonecas negras, princesas acima do peso, modelos de todas as cores, pesos e  estaturas. Se sentir representada e ver características parecidas com a sua sendo considerada bonita atraente, é necessário e fundamental.