A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 22/08/2021

Para o sociólogo Émile Durkheim, uma sociedade orgânica, no meio capitalista, busca cada vez mais sua autonomia. Entretanto, existem muitas dificuldades no que diz respeito as representatividades no meio publicitário, uma vez que a desunião corrobora para a quebra da polaridade, excluindo importantes representações das minorias, como as figuras femininas e deficientes. Dessa forma, cabe ao momento estudar como o capacitismo e a depreciação feminina estimula a perda representativa nesse plano.

Nesse sentido, a série produzida pela Netflix ‘‘Atypical’’, relata a história de um jovem autista que almeja liberdade e independência, passando por inúmeras situações preconceituosas à procura de uma vida normal. Dessa maneira, demonstra-se natural o descaso, principalmente fora da ficção, com os portadores de deficiências, pois, devido anomalias, possuem, para pessoas ditas ‘’normais’’, impossibilidades de convivência e de permanência no mundo contemporâneo, o que é, falaciosamente, discriminador, visto que é possível e natural a inserção cotidiana deles em quaisquer propósitos, seja no mercado de trabalho, acadêmico, entre tantos outros.

Outrossim, segundo o economista Max Weber, a dominância tradicional representa, num cenário patriarcal, um descaso com as mulheres, tendo em vista a hierarquização e o machismo aflorado. Em outras palavras, não é fácil negar um senso comum atrelado à erroneidade quando se fala de feminismo, ainda mais quando está vinculado ao panorama da publicidade, sendo diversas vezes rejeitado o protagonismo à mulher apenas pelo gênero - fato de ser mulher - e não pela sua qualidade e relevância. Ademais, urge a necessidade de uma equidade nessa conjuntura, pois se torna inadmissível tratamentos repulsivos, uma vez que mulheres merecem respeito e direitos iguais.

Portanto, a fim de ampliar o conceito das representatividades na publicidade, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos - representatividade máxima no que tange ao apoio e exemplo social aos excluídos - realize, por meio dos canais abertos televisivos, propagandas, em horários de pico, um engajamento principalmente de mulheres e deficientes. Para que, por intermédio disso, a sociedade, de forma geral, exclua de sua mentalidade uma visualização midiática linear e única e passe a enxergar de infinitas maneiras e possibilidades um enunciado publicitário com personagens distintos, em razão de serem pessoas normais e não problemáticas. Feito isso, uma sociedade menos orgânica (individualista) e mais mecânica (unida), de acordo com Weber, será alcançada.